quarta-feira, 30 de setembro de 2009

OUTUBRO, "MÊS DO ROSÁRIO" !



A Virgem de Fátima trouxe-nos a mensagem do Santo Rosário que não passou de moda, como pensam alguns.
O rosário abrevia o essencial do Evangelho e coloca-o profundamente em nós, até que no coração se sinta o eco da Boa Nova de Deus. É como uma semente que se coloca no sulco e germina, cresce, amadurece, até que dá frutos de vida: os frutos do Reino.O rosário é uma oração que não se limita à simples repetição, como se estivesse carecida de criatividade, é antes como uma roda de moinho de água, que em cada movimento sempre traz algo de novo.
O rosário é como o búzio marinho que capta em si o eco de todo o canto do mar. Nunca nos cansamos de ouvi-lo, quando o colocamos nos nossos ouvidos.
O rosário é como a coroa de flores que os príncipes colocavam na fronte das suas amadas. Cada rosa e cada gesto é uma bela poesia de amor. É assim como nós tomamos esse rosário – ou coroa de rosas – para ir ao encontro de Jesus e de Maria, no amor da Santíssima Trindade.Por isso, Paulo VI dizia que, “se o rosário não for uma oração contemplativa, é um corpo sem alma, um cadáver” (Marialis Cultus, 47).
Por isso, orar com o rosário é muito mais do que parece à primeira vista. O importante do rosário é que, limitando a oração a poucas palavras, repetidas lentamente, o coração vai absorvendo no seu interior a luz de Deus que brilhou em Maria e somos assim conduzidos ao serviço ao mundo que a caracterizou.
O rosário, em síntese, centra-se na contemplação do Evangelho em comunhão com Aquela que guardava todas estas coisas, meditando-as no seu coração (Lc 2, 19).
Em cada dezena do rosário repousamos amorosamente as agitações da nossa respiração até que suscite no nosso coração orante uma dinâmica interior que remova da nossa vida as suas inércias e nos ponha a voar alto nas profundidades de Deus.
Por último: no mais recente Sínodo dos Bispos sobre a Palavra de Deus na vida da Igreja, somos exortados a dar cada vez mais importância à leitura orante da Palavra de Deus. Aqui, também encontramos a oração bíblica da Ave-Maria, como uma escola de oração que acompanha o exercício espiritual da “Lectio Divina”.
A “Ave-Maria” é uma escola de oração bíblica.
Se tomamos consciência do valor de cada uma das suas palavras, a nossa oração crescerá mais pelas rotas do Espírito.
Não necessitamos de uma palavra que sirva de “manancial” inicial, porque esta já foi dada no “Pai-Nosso”, com o grito “Abbá”, o qual permanece no horizonte de toda a oração cristã.
Com a “Ave-Maria” o que fazemos é um aprofundamento.
Como o “Pai-Nosso”, a “Ave-Maria” tem dois movimentos que reproduzem o palpitar do coração: o duplo movimento oracional do louvor e da súplica.
O primeiro movimento é de louvor e começa com o “Ave Maria”. O segundo movimento é de súplica e começa com o “Santa Maria, Mãe de Deus”.
O mais belo é que, enquanto nos dirigimos a Maria em louvor e súplica, ao mesmo tempo, juntamente com Ela, nos dirigimos a Jesus, que é o motivo do nosso louvor e o fundamento de toda a invocação. Revivemos com Maria os mistérios salvíficos do seu Filho e com Ela os meditamos no nosso coração.
Ao mesmo tempo, juntamente com Ela, podemos pedir juntos a intervenção do Senhor pelas nossas necessidades particulares.
É interessante e sempre novo: trata-se de um exercício espiritual tremendo. Com este tipo de oração tão privilegiado, o nosso coração vive uma tripla atenção: a Maria, a Jesus e às necessidades actuais de todas as pessoas. Por isso, é algo actual e nunca passará.
Fonte: Voz da Fátima nº 1044

PAPA PRESIDIRÁ ÀS CELEBRAÇÕES DO 13 DE MAIO EM FÁTIMA, NO PRÓXIMO ANO !



Foi com “júbilo transbordante” que D. António Marto, bispo de Leiria–Fátima, confirmou a notícia da visita de Bento XVI a Portugal, para presidir à Peregrinação Internacional Aniversária, em Maio de 2010. Esta é uma “visita desejada de ambas as partes”, dá conta o bispo de Leiria–Fátima durante uma conferência de imprensa, no Santuário.
D. António Marto, juntamente com D. Jorge Ortiga, Presidente da Conferência Episcopal Portuguesa, fez o primeiro convite a Bento XVI, em 2006, para o Papa presidir à celebração dos 90 anos das aparições. O mesmo convite foi reiterado durante a visita Ad limina que a CEP realizou em Novembro de 2007. Do encontro pessoal, D. António Marto recorda as informações que o Papa procurou ter acerca “do número de peregrinos e sobre a nova Igreja da Santíssima Trindade”.
Em Julho passado, quando o Núncio Apostólico, D. Rino Passigato, presidiu à Peregrinação Internacional Aniversária, D. António Marto manifestou o desejo de receber o Papa no Santuário de Fátima, manifestação que foi saudada por uma salva de palmas dos peregrinos presentes.
“Sei que o Núncio enviou essa mensagem directamente para o Vaticano”, indica D. António Marto que recebeu a confirmação da visita de Bento XVI no passado Domingo.
A “luz verde” para a divulgação da visita foi hoje dada pela Secretaria de Estado do Vaticano.
O convite para um Papa visitar um país parte dos bispos e da Conferência Episcopal mas o convite oficial tem de ser feito pelo Presidente da República. Cavaco Silva, na visita que fez ao Vaticano, manifestou a vontade, em nome do Estado, de receber Bento XVI em Portugal, ficando, assim, reunidas as condições para uma visita oficial. "Conjugou-se tudo”, indica o bispo de Leiria – Fátima.
“Eu sei que o Papa várias vezes referiu a sua intenção de vir a Fátima, faltava encontrar uma data na agenda das viagens”, indicou.
D. António Marto espera que a visita de Bento XVI seja igualmente “viva” tal como foram as que João Paulo II fez a Portugal em 1982, 1991 e 2000.
“Todos sabem que este Papa tem um afecto particular por Fátima. De todos os Papas, Bento XVI foi o que mais penetrou no coração da mensagem e a soube interpretar para os tempos de hoje”, reconhece o bispo de Leiria – Fátima referindo que o melhor artigo sobre Fátima “na forma de interpretação da mensagem tal como na apresentação literária” é o comentário teológico que Bento XVI fez à terceira parte do segredo de Fátima, em 2000.
D. António Marto indica que o actual Papa, embora não “tenha o carisma mediático de João Paulo II” tem “ternura, afabilidade e uma capacidade de comunicar com clareza com o povo, que as audiências mostram bem”.
A visita de Bento XVI a Fátima ocorre em dias de semana. D. António Marto afirma que se fosse durante um fim-de-semana “viriam mais peregrinos, mas as pessoas vão corresponder”.
“Espero que seja um momento para uma grande manifestação da vitalidade da Igreja em Portugal, que tem o seu coração espiritual em Fátima”, indica o bispo.

Fonte: Agência Ecclesia

segunda-feira, 14 de setembro de 2009

PEREGRINAÇÃO ANIVERSÁRIA DE SETEMBRO - "A BELEZA E FORMOSURA DE MARIA"


ABERTURA DA PEREGRINAÇÃO:
SÓ O AMOR DE DEUS NOS RENOVA

"Aqui viemos renovar a nossa esperança para resistir à cruz da nossa vida e para nos deixarmos atrair à beleza espiritual de Maria".
D. Carlos disse também que os peregrinos vêm a este santuário para pedir a Nossa Senhora ajuda para "preces que carregamos dentro de nós, motivados por situações da nossa vida e pela vida dos nossos irmãos".
D. Carlos Azevedo reforçou ainda que, "nesta peregrinação, queremos corresponder, com muito grato amor, aos apelos apresentados por Nossa Senhora em Fátima: conversão, mudança de vida, oração e contemplação”.
"Mãe do tempo novo, Senhora de Fátima e Nossa Mãe, és o sinal de que só Deus nos consola, nos transforma e nos renova para a construção do mundo ", concluiu.

HOMILIA DA EUCARISTIA DE 13.09.2009,
CELEBRADA NO RECINTO DE ORAÇÃO DO SANTUÁRIO DE FÁTIMA

IRRADIANTE E CONVINCENTE BELEZA ESPIRITUAL DE MARIA

1. A sede de maravilha, de admiração, é uma constante dos corações, constitui um peregrinar incessante da alma humana. Na arte, na poesia, na ternura da relação humana buscamos saciar esta sede de encanto.
A Igreja vai ao encontro desta busca ao convidar-nos, nesta liturgia, a contemplar, com íntima alegria, a beleza espiritual de Maria, a candura de Maria Imaculada. Para nós, a beleza consiste na santidade, em ser imagem da bondade e da fidelidade de Cristo, o mais santo e, por isso, “o mais belo entre os filhos dos homens” (Sl 44,3). Depois de Cristo, todo o esplendor das criaturas, plasmadas pelo Espírito criador de Deus, se reflecte no fulgor espiritual de Santa Maria. Ela é “espelho inefável de um pensamento de divina perfeição”, como disse Paulo VI, que, como poucos, delineou com vigor o vibrar da beleza espiritual de Maria. Nesta criatura vemos a luz irradiante do Espírito, graças à obra do artífice divino, do Supremo artista do universo. Em Maria, nós, Povo de Deus, reconhecemos o modelo realizado da verdade original a que os crentes são chamados, por puro dom de Deus.
Esta celebração canta e transpõe para Maria a sapiência divina. Na sua boca, como sede da Sabedoria incarnada, colocamos expressões sublimes como a de hoje: “Eu sou a mãe do amor formoso”. “Em mim está toda a graça do caminho e da verdade, em mim está toda a esperança da vida e da virtude”. Estes deliciosos textos da Sagrada Escritura tratam da sapiência divina, poeticamente personificada, como base das coisas criadas. A singular beleza de Maria decorre de ser expressão corpórea da beleza invisível.
Nela brilha o Hóspede que a habita, porque traz no seio e esplendor do Novo Adão. Nela começam a manifestar-se as maravilhas de Deus que o Espírito Santo realizará em Cristo e na sua Igreja. Para reconstruir o paraíso perdido, a primeira célula desse mundo novo será Maria, admirável mãe de Jesus.

2.Porque lhe chamamos formosa?

- Santa Maria é formosa, antes de mais, por ser “cheia de graça”, “adornada com os dons do Espírito Santo” (Col 3), plena da harmonia dos bens encantadores de Deus. “Alegra-te, cheia de graça“ é a saudação de inefável e exultante júbilo do mensageiro Gabriel. É significativo que a primeira expressão dirigida à Graciosíssima, no Novo Testamento, seja um convite à alegria, à formosura vibrante da graça de Deus. Como não há-de gozar de trepidante alegria aquela da qual nascerá Jesus, a alegria de todos os povos, o mais engraçado, o mais belo na plenitude de humanidade, imagem perfeita da santidade do Altíssimo. A beleza das coisas terrenas é pálida diante do fulgor da superabundante vida de Deus que habita Maria. A sua vocação única implica uma vontade de amor singular da parte de Deus-amor, que lhe oferece gratuitamente as primícias da plenitude da graça. Inaugurou-se um novo regime de beleza. Se Moisés, os patriarcas e profetas tiveram graça aos olhos de Deus, quanto mais a alma de Maria cheiinha, envolvida e plasmada pela beleza encantadora de Deus. Porque, agora, era a raiz da sua existência, o núcleo profundo da sua realidade que acolhia o Senhor, dava morada à Palavra.
- Santa Maria é também formosa por amar com amor formoso a Deus, a Cristo e a toda a humanidade. Deus primou nesta criatura toda a eficácia da sua graça. Em Maria tem início a maior das obras de Deus, na história humana e na vida do mundo. Mas não se reduz a uma perfeição pessoal, antes ordena-se a outros e atrai. A missão nova da cheia de graça, da mãe formosa corresponde a uma vasta e plena qualidade excepcional do seu amor, do seu programa de vida, dos traços admiráveis da sua maternidade virginal. Porque a beleza cristã não se separa da bondade, o cristão é chamado a fazer resplandecer Deus na própria vida. Ora a mais luminosa e irradiante realização é Maria, que atinge o auge, acima de qualquer ser humano.
- A Mãe de Cristo é, ainda, formosa por aderir e participar de modo admirável no mistério do seu nascimento, vida, morte e ressurreição, aderindo “com fortaleza e suavidade, com harmonia e fidelidade ao plano salvador de Deus”. (IGREJA CATÓLICA. Liturgia - Missas da Virgem Santa Maria: Missal. Coimbra: CEP, 1997, p.173). Esta plena adesão mostra a integridade da sua sublime beleza. Em todas as estruturas e dinamismos do seu ser é imagem da pureza absoluta, é luz brilhante, harmonia plena, integridade total. Esta beleza fora de série é densa e convincente. Realmente, uma obra-prima assim tem força de convicção irresistível e conquista os corações, mesmo rebeldes. Até incrédulos reconhecem em Maria uma beleza inatacável.

3. Caríssimos peregrinos:

Não é uma doçura descobrir em Maria como a transparência divina é uma possibilidade em nós? De facto, diz a Palavra hoje proclamada: “Quem trabalha comigo não pecará” porque o pecado é feio. “A vontade de Deus é que eviteis a impureza”. Deus não nos chamou para a impureza mas para a santidade. Este Santuário, ao escolher como tema deste mês: “o pudor protege o mistério da pessoa e do seu amor”, integrado no tema do ano: “os puros de coração verão a Deus”, está a indicar-nos um caminho, uma via de beleza para que quem escuta a Palavra: “Saiba possuir o seu corpo em santidade e honra, sem se deixar levar pelas paixões desregradas”. Encontrar a harmonia no corpo é uma graça que evita muitas desgraças, estragos da dignidade humana, deturpação do projecto belo e bom do nosso Deus.
A ausência de pudor conduz à provocação sedutora. A busca de excitação sensual no modo de vestir não condiz com a autêntica atracção, conduz a perder o verdadeiro fascínio que existe em cada criatura humana, banaliza a dignidade do corpo.
Há tanta diferença entre o fascínio de um olhar sorridente e puro, que aprecia a beleza humana e se eleva, e a sensualidade possessiva, que perturba, agita e desregula os comportamentos! Há tanta diferença entre o encanto da beleza inocente que suaviza a vida e a malícia do olhar, produto de mente obscurecida! Quando projectos políticos apenas ratificam a decadência humana, em lugar de dignificar a qualidade de vida e elevar o nível das relações e dos vínculos entre as pessoas, contribuem para tornar a vida feia e confundir as mentes.
Nós aqui estamos a contemplar Maria para purificar o nosso olhar. Como modelo inspirador e esperança consoladora, na beleza que nela resplandece, lavamos as seduções que nos arrastam e prendem, as atracções que nos desviam da fidelidade, as tentações que conduzem à perda da bela harmonia do corpo. Pelas lágrimas da penitência recuperamos a visão da beleza divina, falseada ou perdida nos desvarios contemporâneos. Temos necessidade de fixar a beleza de Maria porque os nossos olhos são ofendidos por imagens enganadoras de caducos e ilusórios impulsos. Precisamos de restaurar, nas nossas mentes e nos costumes à nossa volta, a experiência feliz do que é verdadeiramente belo. A Senhora de Fátima irradia para nós atitudes puras, grandes, fortes.
Perante esta criatura tão estupenda, tenho que terminar louvando a glória de Deus.
Te louvamos, Deus de infinita beleza, por esta “Senhora mais brilhante que o sol”. É luz inspiradora para redimirmos o nosso olhar de qualquer marca de falsa e inferior beleza. Seduz homens e mulheres para a santidade, como atrai artistas e poetas para a Beleza incontaminada. Motiva, qual Mãe do amor formoso, as comunidades cristãs a caminhar na perfeição, como concede aos doentes sentido e serenidade. Liberta a nossa consciência política para nos batermos, com determinação, por um Portugal e um mundo orientados por ideais dignos e nobres, mobilizadores da responsabilidade de todos, na alegria de unir vontades para ser mais belo viver.

D. Carlos Moreira Azevedo
Bispo auxiliar de Lisboa


Fonte: Santuário de Fátima

quinta-feira, 3 de setembro de 2009

ORAÇÃO DO PEREGRINO !



Senhor,

Que mandaste sair Abraão da sua terra,
E o defendeste em todos os caminhos

Que acompanhaste o Teu povo, errante no deserto

Que nos deste, nas visitas de Jesus, Teu Filho,
A cidade santa de Jerusalém,
Um modelo para as nossas peregrinações

Concede-nos a Tua protecção.
Ao longo de toda a viagem que vamos iniciar

Sê para nós
A sombra que protege do sol
O agasalho que defende do frio
O abrigo que resguarde da chuva e da intempérie

Anima-nos no cansaço
Socorre-nos nas dificuldades
Livra-nos dos perigos

Ensina-nos a aceitar a penitência da viagem
A sair do egoísmo para fazer comunidade
A ver-Te na beleza do mundo
A amar-Te nos homens, nossos irmãos
Ensina-nos a desculpar, a compreender,
A sorrir e a ajudar

Guiados por Ti, atingiremos o nosso fim
E reconfortados pela tua graça
Regressaremos são e salvos
Aos nossos lares e ao nosso trabalho

Confiados em Ti, caminharemos em paz
Até nos encontrarmos todos no céu.

Ámen

PEREGRINAR A PÉ A FÁTIMA !


Peregrino: aonde vais
se não sabes por onde ir?
Peregrino tens um caminho p’ra descobrir.
Se o deserto do teu viver
Dificulta a decisão,
Quem te guia e encoraja na solidão?

Refrão:
É só Ele, o meu Deus,
que me dá força e luz
É só Ele, o meu Deus,
que me conduz!
É só Ele, o meu Deus
que me dá força e luz
É só Ele, o meu Deus,
que me conduz!

Peregrino que vais andando
Sem um rumo no caminhar...
Peregrino que está cansado de tanto andar.
Tu que sofres a dura sede
Quando é que descansarás?
Volta, amigo, e vem de novo encontrar a paz.

Peregrino, sem um porquê
Peregrino vivendo a dor...
Peregrino, o teu caminho não tem valor.
Que encontras-te na solidão,
Que ilumina o teu caminho?
Peregrino quem te acompanha e te faz amar?

sexta-feira, 14 de agosto de 2009

19 DE AGOSTO DE 1917 - 4ª APARIÇÃO DE NOSSA SENHORA


A 19 de Agosto de 1917, a aparição deu-se no sítio dos Valinhos, a uns 500 metros do lugar de Aljustrel, porque, no dia 13 as crianças tinham sido levadas pelo Administrador do Concelho, para Vila Nova de Ourém.
No Domingo seguinte, 19 de Agosto, Nossa Senhora apareceu-lhes nos Valinhos e pediu-lhes que continuassem a ir à Cova da Iria no dia 13 e que rezassem o terço todos os dias.
"Rezai, rezai muito e fazei sacrifícios pelos pecadores, que vão muitas almas para o inferno por não haver quem se sacrifique e peça por elas", disse Nossa Senhora.
O actual monumento celebrativo desta aparição foi construído a expensas dos católicos húngaros e inaugurado a 12 de Agosto de 1956. A branca imagem de Nossa Senhora de Fátima é obra da escultora Maria Amélia Carvalheira da Silva.

O programa para a Peregrinação deste ano é o seguinte:
11:00 - Missa internacional, na Igreja da Santíssima Trindade.
21:30 - Rosário e procissão, aos Valinhos, com início na Capelinha (levar pilhas eléctricas em vez de velas).
22:00 - Rosário, na Capelinha (para os peregrinos que não podem ir aos Valinhos.
Fonte: Agência Ecclesia

segunda-feira, 10 de agosto de 2009

15 de Agosto, ASSUNÇÃO DA VIRGEM SANTA MARIA, "no Céu temos uma Mãe" !


[…] A festa da Assunção é um dia de alegria. Deus venceu. O amor venceu. Venceu a vida. Mostrou-se que o amor é mais forte do que a morte. Que Deus tem a verdadeira força e a sua força é bondade e amor.
Maria foi elevada ao céu em corpo e alma: também para o corpo existe um lugar em Deus. Para nós o céu já não é uma esfera muito distante e desconhecida. No céu temos uma mãe. E a Mãe de Deus, a Mãe do Filho de Deus, é a nossa Mãe. Ele mesmo o disse. Ele constituiu-a nossa Mãe, quando disse ao discípulo e a todos nós: «Eis a tua Mãe!» No céu temos uma Mãe. O céu está aberto, o céu tem um coração.
No Evangelho ouvimos o Magnificat, esta grande poesia pronunciada pelos lábios, aliás, pelo coração de Maria, inspirada pelo Espírito Santo. Neste cântico maravilhoso reflecte-se toda a alma, toda a personalidade de Maria. Podemos dizer que este seu cântico é um retrato, é um verdadeiro ícone de Maria, no qual podemos vê-la precisamente como é. Gostaria de realçar somente dois pontos deste grande cântico. Ele inicia com a palavra «Magnificat»: a minha alma «engrandece» o Senhor, ou seja, «proclama grande» o Senhor. Maria deseja que Deus seja grande no mundo, seja grande na sua vida, esteja presente entre todos nós. Não teme que Deus possa ser um «concorrente» na nossa vida, que nos possa tirar algo da nossa liberdade, do nosso espaço vital com a sua grandeza. Ela sabe que, se Deus é grande, também nós somos grandes. A nossa vida não é oprimida, mas elevada e alargada: justamente então torna-se grande no esplendor de Deus.
[…] Com Maria devemos começar a entender que é assim. Não devemos distanciar-nos de Deus, mas tornar Deus presente; fazer com que Ele seja grande na nossa vida; assim também nós nos tornamos divinos; todo o esplendor da dignidade divina então é nosso. Apliquemos isto à nossa vida. É importante que Deus seja grande entre nós, na vida pública e na vida privada. Na vida pública é importante que Deus esteja presente, por exemplo, através da Cruz nos edifícios públicos, que Deus esteja presente na nossa vida comum, porque somente se Deus está presente temos uma orientação, uma estrada comum; se não os contrastes tornam-se inconciliáveis, deixando de existir o reconhecimento da dignidade comum.
Tornemos grande Deus na vida pública e na vida privada. Isto quer dizer, dar espaço todos os dias a Deus na nossa vida, começando de manhã com a oração, e depois dando tempo a Deus, dando o domingo a Deus. Não perdemos o nosso tempo livre se o oferecermos a Deus. Se Deus entra no nosso tempo, todo o tempo se torna maior, mais amplo, mais rico.
Segunda observação. Esta poesia de Maria o Magnificat é toda original; contudo, ao mesmo tempo, é um «tecido» feito totalmente com «fios» do Antigo Testamento, feito de palavra de Deus.
Dessa maneira, vemos que Maria era, por assim dizer, «em casa» na palavra de Deus, vivia da palavra de Deus, estava imbuída da palavra de Deus. Na medida em que falava com as palavras de Deus, pensava com as palavras de Deus, os seus pensamentos eram os pensamentos de Deus, as suas palavras as palavras de Deus. Era invadida pela luz divina e por isso era tão esplêndida, tão bondosa, tão radiante de amor e de bondade. Maria vive da palavra de Deus, é inundada pela palavra de Deus. E este estar imersa na palavra de Deus, este ser totalmente familiar com a palavra de Deus dá-lhe também a luz interior da sabedoria. Quem pensa com Deus pensa bem, e quem fala com Deus fala bem. Tem critérios de juízo válidos para todas as coisas do mundo. Torna-se sábio, prudente e, ao mesmo tempo, bom: torna-se também forte e corajoso, com a força de Deus que resiste ao mal e promove o bem no mundo.
[…] Maria é elevada em corpo e alma à glória do céu e com Deus e em Deus é rainha do céu e da terra. Porventura, está tão distante de nós? É verdadeiro o contrário. Precisamente porque está com Deus e em Deus, está pertíssimo de cada um de nós. Quando estava na terra podia somente estar perto de algumas pessoas. Estando em Deus, que está próximo de nós, que está no «interior» de todos nós, Maria participa nesta aproximação de Deus. Estando em Deus e com Deus, está perto de cada um de nós, conhece o nosso coração, pode ouvir as nossas orações, pode ajudar-nos com a sua bondade materna e é-nos dada como disse o Senhor como «mãe», à qual podemos dirigir-nos em todos os momentos. Ela escuta-nos sempre, está sempre perto, e sendo Mãe do Filho, participa no poder do Filho, na sua bondade. Podemos confiar sempre toda a nossa vida a esta Mãe, que não está longe de nós.

Papa Bento XVI, Angelus, Solenidade da Assunção, 15 de Agosto de 2005

S. LOURENÇO, diácono e mártir !



FESTA LITÚRGICA * 10 de Agosto

São Lourenço sofreu o martírio durante a perseguição de Valeriano, em 258.
Era o primeiro dos sete diáconos da Igreja romana.
A sua função era muito importante o que fazia com que, depois do papa, fosse o primeiro responsável pelas coisas da Igreja.
Como diácono, São Lourenço tinha o encargo de assistir o papa nas celebrações; administrava os bens da Igreja, dirigia a construção dos cemitérios, olhava pelos necessitados, pelos órfãos e viúvas.
Foi executado quatro dias depois da morte de Sisto II e de seus companheiros.
O seu culto remonta ao século IV.
Preso, foi intimado a comparecer diante do prefeito de Cornelius Saecularis, a fim de prestar contas dos bens e das riquezas que a Igreja possuía.
Pediu, então, um prazo para fazê-lo, dizendo que tudo entregaria. Confessou que a Igreja era muito rica e que a sua riqueza ultrapassava a do imperador. Foram-lhe concedidos três dias. São Lourenço reuniu os cegos, os coxos, os aleijados, toda sorte de enfermos, crianças e velhos. Anotou-lhes os nomes... Indignado, o governador concedeu-o a um suplício especialmente cruel: Amarrado sobre uma grelha, foi assado vivo e lentamente. Em meio dos tormentos mais atrozes, ele conservou o seu "bom humor cristão". Dizia ao carrasco: Vira-me, que deste lado já está bem assado... Agora está bom, está bem assado. Podes comer!
Roma cristã venera o hispano Lourenço com a mesma veneração e respeito com que honra os primeiros apóstolos. Depois de São Pedro e São Paulo, a festa de São Lourenço foi a maior da antiga liturgia romana. O que foi Santo Estêvão em Jerusalém, isso mesmo foi São Lourenço em Roma.

Fonte: http://solenidades.blogspot.com/

domingo, 26 de julho de 2009

MISSA NOVA DO PADRE SAMUEL FÉLIX !

Depois da ordenção presbiteral ocorrida na Sé Catedral do Porto em 12 de Julho passado, o neo sacerdote P. Samuel, após quatro anos em que serviu a comunidade de Ermesinde, celebrou a sua Missa Nova neste sábado dia 25 de Julho. A igreja estava quase cheia de membros desta família católica e não só. Uma bela celebração, com um grupo coral que com brilho ajudou a tornar a celebração muito festiva. A comunidade acolheu o Padre Samuel numa estrondosa salva de palmas à sua entrada. Era visível a alegria do P. Samuel. A comunidade mostrou-se grata ao agora sacerdote, que com humildade e delicadeza esteve durante este tempo na vida desta grande paróquia. Era também notada a alegria do pároco de Ermesinde - P. Peixoto. Na sua homilia simples mas bela o Padre Samuel falou da misericórdia de Deus e das qualidades com que quer pautar o seu sacerdócio e recorrendo ao apóstolo Paulo lembrou - paciência, humildade, misericórdia, bondade... Foi uma bela celebração neste dia em que o calendário litúrgio nos apresenta a figura de S. Tiago, apóstolo.
No final muitos, quase todos, no tradicional beijar as mãos ao novo sacerdote, o quiseram fazer e todos o saudaram com muito carinho e amizade.
E o rosto do P. Samuel espelhava uma grande felicidade.
Parabéns P. Samuel por ter dito sim ao Senhor e assim se tornar um trabalhador da Sua messe imensa.
Postal com o lema escolhido pelo P. Samuel para o seu sacerdócio.
Ao Padre Samuel, o Movimento da Mensagem de Fátima de Ermesinde, deseja um fecundo e feliz sacerdócio ministerial.

terça-feira, 21 de julho de 2009

EUCARISTIA "escola de santos"...


No âmbito do programa da Peregrinação Nacional do Movimento da Mensagem de Fátima, nos dias 18 e 19, a Eucaristia da noite do dia 18, celebrada às 23:00, na Igreja da SS. Trindade, foi presidida por D. Antonino Dias, Bispo de Portalegre-Castelo Branco.

Homilia, na íntegra:

Estamos a celebrar a Eucaristia. A Eucaristia é uma acção de louvor e agradecimento. Estamos O tema desta Peregrinação é “O Pequeno Francisco, adorador de Jesus Eucaristia”.
Francisco era uma criança, humilde como todas as crianças e sem pretensões. Sabia aceitar a sua pequenez de criança e a sua impotência diante da vida. Sente-se dependente de seus pais para sobreviver. Sabe que é criança e reconhece-se como tal.
E Jesus revela-se a este pequenino, a Francisco, simples e agradecidos a Deus pelo dom do Seu Filho e porque esse Filho, Jesus Cristo, nos amou de tal forma que deu a vida por nós. Por nós morreu e ressuscitou. Agradecidos, queremos dar graças, “anunciando a Sua morte, proclamando a Sua ressurreição e esperando a Sua vinda”.
Este Deus que se revela em Jesus de Nazaré, não é um Deus à medida do homem, nem segundo a lógica humana. É o Deus que, por amor do homem, se faz homem. Um homem-Deus que não se coloca em bicos de pés para dar nas vistas, mas se despoja de si próprio, assumindo a condição de servo para servir e libertar. Um Deus que se ajoelha para lavar os pés aos discípulos, se entrega e morre por todos, em fidelidade e obediência ao Pai, em atitude de amor que perdoa e salva.
Só os “pequenos”, os que se tornarem como crianças, os humildes é que poderão compreender os mistérios deste Deus, desconcertante e surpreendente nos seus gestos de amor como, aliás, nos lembravam as leituras que ouvimos.

Desde as aparições do Anjo que a devoção à Santíssima Eucaristia foi para ele um ponto de honra e de fé cada vez mais comprometida com Jesus e a salvação dos pecadores. Passava longas horas diante do Sacrário.

É Lúcia que o escreve nas suas memórias. Assim:
“Quando ia à escola, por vezes, ao chegar a Fátima, dizia-me:
- Olha: tu vai à escola. Eu fico aqui na Igreja, junto de Jesus escondido. Não me vale a pena aprender a ler; daqui a pouco vou para o Céu. Quando voltares, vem por cá chamar-me. (…)
Depois que adoeceu, dizia-me, às vezes, quando, a caminho da escola, passava por sua casa:
- Olha: vai à Igreja e dá muitas saudades minhas a Jesus escondido. Do que tenho mais pena é de não poder já ir a estar uns bocados com Jesus escondido” (MIL IV, nº 12, p. 141).

Como sabemos, um grande desejo de Francisco era receber a Sagrada Comunhão e insistia com a prima para que ela fizesse diligências nesse sentido. E um dia, entre outros, quando Lúcia se dirigia para a igreja paroquial, recomendou-lhe:
“Olha: pede-Lhe para o Senhor Prior me dar a Sagrada Comunhão.”
E quando a Lúcia chegou a casa, ele pergunta-lhe:
- Pediste a Jesus escondido para o Senhor Prior me dar a Sagrada Comunhão?”. (MIL IV, nº 17, p. 146).
Como ela lhe dissesse que sim, ele prometeu agradecer-lhe pedindo por ela no Céu.

Mas as coisas pioravam para o lado de Francisco. A pneumónica bateu-lhe à porta. E no esvaírem-se das suas forças perante o avanço da doença, ele não desistia.
- “Ó pai, queria receber o Pai do Céu antes de morrer – dizia baixinho.
- Já vou tratar disso – respondia o Senhor Marto, cujo coração chorava quase sem consolo, não só na certeza de que ia perder o filho, mas também no receio de que mais uma vez o Senhor Prior lhe negasse “o Jesus escondido”.
Enfim, Francisco, depois de ter recebido a Sagrada Comunhão dada pelo Anjo, sempre acabou por receber, de novo, e pela última vez, a Sagrada Comunhão. E num momento de muita ternura e sofrimento disse a Jacinta: “Hoje sou mais feliz do que tu, porque tenho dentro do meu peito a Jesus escondido…”.

A preparação cuidada que ele fez para receber Jesus Eucaristia pedindo inclusive a Jacinta e a Lúcia que o ajudassem a lembrar os seus pecados é de um encanto extraordinário a contrapor-se ao laxismo com que hoje tantas vezes nos aproximamos da sagrada Comunhão…

Caros Fiéis,
A Eucaristia foi, é e será “escola de santos”. E se quiséssemos lembrar outra pessoa apaixonada pela Eucaristia, bastar-nos-ia recordar Alexandrina de Balasar, a serva humilde e simples, sofredora e alegre, despojada e pobre, atenta e dedicada, generosa e feita oblação ao Senhor, que viveu dominada pelo “ideal eucarístico” e se tornou “verdadeira intérprete da verdadeira piedade eucarística”.
“Dou-vos graças, Eterno Pai, por haverdes deixado a Jesus no Santíssimo Sacramento”, rezava ela. “A minha loucura é a Eucaristia” e “eu queria que o meu coração fosse uma lâmpada sempre a arder em cada um dos vossos sacrários”. “Pertence-me esta missão: dar almas a Jesus, viver alerta na Eucaristia, alerta sempre, alerta com Jesus. Como borboleta em volta da chama, como pastor vigilante pelo seu cordeiro”.

O Jesus escondido de Francisco, era o Jesus escondido de Alexandrina presente no sacrário da sua igreja paroquial. Como nos lembram os seus biógrafos, para além do testemunho, ela deixou-nos um património imenso de orações a demonstrar o seu grande amor aos sacrários de todo o mundo, num coração cheio de amor simples, comprometido com a sorte dos outros, abrangente e universal.
Recordemos algumas:
“Meu Jesus, eu quero que cada dor que sentir, cada palpitação do meu coração, cada vez que respirar, cada segundo das horas que passar, sejam actos de amor para os vossos sacrários…
Eu quero que cada movimento dos meus pés, das minhas mãos, dos meus lábios, da minha língua, cada vez que abrir os meus olhos ou fechar, cada lágrima, cada sorriso, cada alegria, cada tristeza, cada tribulação, cada distracção, contrariedade ou desgosto, sejam actos de amor para os vossos sacrários…
Eu quero que cada letra das orações que reze, que ouça rezar, cada palavra que pronuncie ou oiça pronunciar, que leia ou oiça ler, que escreva ou veja escrever, que cante ou oiça cantar, sejam actos de amor para os vossos sacrários…
Eu quero que cada beijinho que vos der nas vossas imagens, nas da vossa e minha querida Mãezinha, nos vossos santos e santas, sejam actos de amor para os vossos sacrários…
Ó Jesus, eu quero que cada gotinha de chuva que cai do céu para a terra, que toda a água que o mundo encerra, oferecida às gotas, todas as areias do mar e tudo o que o mar contém, sejam actos de amor para os vossos sacrários…
Eu vos ofereço as folhas das árvores, todos os frutos que elas possam ter, as florzinhas, oferecidas folhinha a folhinha, todos os grãozinhos de sementes e de cereais que possa haver no mundo e tudo o que contém os jardins, campos, prados e montes, ofereço tudo como actos de amor para os vossos sacrários…
Ó Jesus, eu Vos ofereço as penas das avezinhas, o gorjeio das mesmas, os pelos e vozes de todos os animais, como actos de amor para os vossos sacrários…
Ó Jesus, eu Vos ofereço o dia e a noite, o calor e o frio, o vento, a neve, a lua, o luar, sol, a escuridão, as estrelas do firmamento, o meu dormir, o meu sonhar, como actos de amor para os vossos sacrários…
Ó Jesus, eu vos ofereço tudo o que o mundo encerra, todas as grandezas, riquezas e tesoiros do mundo, tudo o que se passar em mim, tudo quanto tenho costume de oferecer-Vos, tudo quanto se possa imaginar, como actos de amor para os vossos sacrários…
Ó Jesus, aceitai o céu e a terra, tudo, tudo quanto neles se encerra, como este tudo fosse meu e de tudo pudesse dispor e oferecer-Vos, como actos de amor para os vossos sacrários…”.
Sendo a Eucaristia que constrói uma comunidade viva e dinâmica, o Sacrário é o coração da mesma, é o ponto de encontro e de descanso, de unidade e de comunhão, de paz e de tensão, de partida e de convergência. Por isso, a restauração dos Lausperenes, a adoração do SS. Sacramento com crianças e jovens, a Bênção do SS. Sacramento, as visitas ao SS Sacramento, a comunhão aos doentes… são também o segredo duma Evangelização séria e eficaz: Jesus Cristo, vivo e presente, sem O qual não teremos a Vida em nós e nada poderemos fazer.

Karl Rahner lembrava que “a Igreja tem necessidade de redescobrir a relação íntima que existe entre a Eucaristia e a vida dos homens, mostrando que a assembleia eucarística se prolonga numa espécie de liturgia da vida quotidiana...”.
Ontem como hoje. O Santuário de Fátima continua no seu posto como Altar do Mundo. Multidões aqui chegam, de perto e de longe, com fé e devoção (ou sem elas). Uns, com dores no corpo. Outros, com feridas na alma. Neste lugar ecoa o mistério de Deus e a grandeza dos simples e humildes. Este lugar incute esperança, faz-nos assumir atitudes de vida que libertam e salvam, aponta para a grandeza da vida e o valor da cruz. Proporciona-nos um encontro íntimo com Cristo na riqueza bela do silêncio e da paz.

Aqui, avivamos a nossa fé em Jesus Cristo, pão vivo descido do Céu para a vida do mundo, a entrega mútua, de Cristo á Igreja, da Igreja a Jesus Cristo Seu Senhor, de ambos ao Pai, para louvor da Santíssima Trindade e redenção do mundo.
Aqui, ao olhar para os Pastorinhos, contemplamos a eucaristia “fonte e centro de toda a vida cristã” (LG, 11). Deixamos nascer em nós o gosto da oração contemplativa perante o SS. Sacramento como fonte de santificação, de fecundidade apostólica, de compromisso solidário.
Aqui nasceu e daqui parte o Movimento da Mensagem de Fátima que vive e promove a Mensagem de Nossa Senhora de Fátima. Mensagem que é eminentemente eucarística desde as aparições do Anjo até hoje. Não desanimem na expansão da Mensagem no que ela tem de central e procurem-no fazer sem sentimentalismos estéreis nem pieguices que afastam. Que as nossas comunidades saibam descobrir na Eucaristia celebrada, vivida e adorada o centro da vida espiritual de cada um, a fonte da vitalidade apostólica, o segredo da união familiar como comunidade de vida e de amor, o crescimento eclesial da comunidade paroquial que vai aprendendo a encontrar na Eucaristia e no Sacrário a meta para onde tudo deve convergir e donde tudo deve partir.
Fazer da Adoração Eucarística uma escola de oração “é um serviço pastoral importante que cada paróquia deve promover como sendo uma prioridade”.
Que o Senhor abençoe o vosso trabalho de responsáveis nacionais, diocesanos e paroquiais. Que os sacrários das nossas igrejas sejam o coração das nossos paróquias e da actividade pastoral de cada um de nós.

Santuário de Fátima, 18 de Julho de 2009
+Antonino Dias, Bispo de Portalegre-Castelo Branco
Fonte: Santuário de Fátima