Mostrar mensagens com a etiqueta PEREGRINAÇÃO NACIONAL DO MMF. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta PEREGRINAÇÃO NACIONAL DO MMF. Mostrar todas as mensagens

segunda-feira, 26 de julho de 2010

OS CAMINHOS DE FÁTIMA !

PEREGRINAÇÃO NACIONAL DO MOVIMENTO DE FÁTIMA
17 e 18 de Julho de 2010

A peregrinação sempre ocupou um lugar importante na vida do cristão.
Para celebrar a sua fé, o cristão pôs-se a caminho dos lugares que indicam a memória do Senhor.
Faz-se a peregrinação, como um sinal da condição de discípulos de Cristo.
Os mensageiros de Ermesinde, pelo seu compromisso à oração e à conversão, sentem o apelo e rumam em júbilo pelos caminhos que nos levam a Fátima «Altar do Mundo».
João Paulo ll disse «Os Santuários são antenas da Boa Nova».
Foi Maria que nos veio trazer essa «Boa Nova» - essa Luz- a Luz da Mensagem que o seu Filho quis que a Mãe transmitisse.
O Santuário de Fátima é uma praça de encontro, altar de purificação - é Farol de Luz.
Deus é a fonte e o ponto de encontro!
Os peregrinos mensageiros de Ermesinde ali convergem para esse encontro numa fraternidade universal.
Na viagem preparam-se espiritualmente rezando as orações da manhã e logo depois o Terço do Rosário, meditando os Mistérios Gozosos e entoando Cânticos de Louvor à Virgem Maria: Senhora nós vos louvamos, Bendizemos o teu Nome, O povo de Deus te aclama…
E foi neste clima de «aleluia» que entrámos no Santuário!

Cumpre-se o programa da peregrinação:
___o acolhimento
___o desfile para a Capelinha
___a saudação a Nossa Senhora
___a reunião dos responsáveis das peregrinações
___o Rosário e a Procissão das velas
___a Missa das 23 horas presidida por D.Jacinto Botelho, bispo de Lamego, celebrada na Igreja da Santíssima Trindade.
O Templo convida ao silêncio que cada um faz do seu «eu».

O Senhor Bispo centra a sua homília no conteúdo da Mensagem de Fátima.
Frisando que «o mensageiro deve ser humilde e simples de coração, deve ser fiel à recitação do Terço, à penitência e oração».
Lembrou o Santo Padre quando disse; «Não tenhais medo».
Na linha da Mensagem referiu-se às «igrejas domésticas» não deixando, porém de aludir « à crise, às assimetrias, às pessoas que perderam a voz».
Salientou« a riqueza espiritual dos doentes» e apelou« para que estejamos mais comprometidos».Foi este o apelo final.
E, reconfortados com o momento espiritual que representa a Eucaristia, os mensageiros peregrinos recolheram-se ao seu íntimo e valioso silêncio, iniciando alguns a Via Sacra até aos Valinhos, momento de alto valor de interiorização, meditação e até reconciliação..
Pela noite dentro, a oração está presente em vários momentos na Basílica e na Capelinha.

Às 10 horas houve a oração do Rosário na Capelinha.
Às 11horas a celebração da Eucaristia, presidida por D.António Marto,bispo de Leiria- Fátima, Assistente geral do Movimento da Mensagem de Fátima, no Altar do Recinto.
È um convite de Deus para expressar a nossa Fé.
A Assembleia de peregrinos mensageiros enchem o harmonioso espaço do Santuário e aguardam o grande momento; a celebração da Eucaristia.
Os olhos de todos convergem para a frase inscrita no Altar: «Reparte com alegria, como a Jacinta».
O Senhor Bispo D. António Marto dá o mote da homilia: «Coragem».
Exortou os fiéis à coragem e prosseguiu; «Somos os hóspedes e convidados do Senhor».«É aqui que Ele se cruza connosco nos caminhos da vida».«Falta tempo para Deus; agendas cheias 100%, activismo febril, vidas vazias, sem profundidade, dispersas, correndo o risco do essencial».
«Cansados de nós mesmos, sentimos um vazio interior».
E prosseguindo disse:«Nem só de pão vive o homem mas também da Palavra de Deus que nos dá vida, luz confiança, paz, tranquilidade de espírito».
«Onde podemos escutar Deus?»_interroga o Senhor Bispo.
1_Na celebração da Sagrada Eucaristia;
2_Na oração de cada um;
3_Nos acontecimentos da vida;
E mais, nas opções e escolhas segundo o Evangelho.É preciso ter tempo para Deus!.
O celebrante proferiu palavras de incentivo à coragem persistência no apostolado, firmeza na Fé…terminando com palavras reconfortantes para a assembleia de fiéis.
Terminada a Eucaristia, os peregrinos plenos da Luz que receberam, despedem-se acenando lenços brancos, num adeus breve pois voltarão sempre.
As ressonâncias deste tempo de oração em Fátima, sentir-se-ão dentro de cada um de nós, pela necessidade imperiosa da ligação espiritual com Maria.
A Mensagem de Fátima continua cada vez mais actual…
Sejamos nós receptivos…vivamo-la…demos testemunho dela…
Saímos de casa em júbilo…pela partida ; em júbilo chegámos…com o Magnificat nos lábios e o coração pleno de Maria!

Para a concretização desta peregrinação foi muito importante o incansável empenho das mensageiras Lurdes, Elisabete Aurora e Adelina, e o valioso apoio espiritual do presidente do Movimento, Carlos Santos.

Olinda Morais
(Vogal do MMF da Paróquia de S. Lourenço de Ermesinde)

terça-feira, 21 de julho de 2009

EUCARISTIA "escola de santos"...


No âmbito do programa da Peregrinação Nacional do Movimento da Mensagem de Fátima, nos dias 18 e 19, a Eucaristia da noite do dia 18, celebrada às 23:00, na Igreja da SS. Trindade, foi presidida por D. Antonino Dias, Bispo de Portalegre-Castelo Branco.

Homilia, na íntegra:

Estamos a celebrar a Eucaristia. A Eucaristia é uma acção de louvor e agradecimento. Estamos O tema desta Peregrinação é “O Pequeno Francisco, adorador de Jesus Eucaristia”.
Francisco era uma criança, humilde como todas as crianças e sem pretensões. Sabia aceitar a sua pequenez de criança e a sua impotência diante da vida. Sente-se dependente de seus pais para sobreviver. Sabe que é criança e reconhece-se como tal.
E Jesus revela-se a este pequenino, a Francisco, simples e agradecidos a Deus pelo dom do Seu Filho e porque esse Filho, Jesus Cristo, nos amou de tal forma que deu a vida por nós. Por nós morreu e ressuscitou. Agradecidos, queremos dar graças, “anunciando a Sua morte, proclamando a Sua ressurreição e esperando a Sua vinda”.
Este Deus que se revela em Jesus de Nazaré, não é um Deus à medida do homem, nem segundo a lógica humana. É o Deus que, por amor do homem, se faz homem. Um homem-Deus que não se coloca em bicos de pés para dar nas vistas, mas se despoja de si próprio, assumindo a condição de servo para servir e libertar. Um Deus que se ajoelha para lavar os pés aos discípulos, se entrega e morre por todos, em fidelidade e obediência ao Pai, em atitude de amor que perdoa e salva.
Só os “pequenos”, os que se tornarem como crianças, os humildes é que poderão compreender os mistérios deste Deus, desconcertante e surpreendente nos seus gestos de amor como, aliás, nos lembravam as leituras que ouvimos.

Desde as aparições do Anjo que a devoção à Santíssima Eucaristia foi para ele um ponto de honra e de fé cada vez mais comprometida com Jesus e a salvação dos pecadores. Passava longas horas diante do Sacrário.

É Lúcia que o escreve nas suas memórias. Assim:
“Quando ia à escola, por vezes, ao chegar a Fátima, dizia-me:
- Olha: tu vai à escola. Eu fico aqui na Igreja, junto de Jesus escondido. Não me vale a pena aprender a ler; daqui a pouco vou para o Céu. Quando voltares, vem por cá chamar-me. (…)
Depois que adoeceu, dizia-me, às vezes, quando, a caminho da escola, passava por sua casa:
- Olha: vai à Igreja e dá muitas saudades minhas a Jesus escondido. Do que tenho mais pena é de não poder já ir a estar uns bocados com Jesus escondido” (MIL IV, nº 12, p. 141).

Como sabemos, um grande desejo de Francisco era receber a Sagrada Comunhão e insistia com a prima para que ela fizesse diligências nesse sentido. E um dia, entre outros, quando Lúcia se dirigia para a igreja paroquial, recomendou-lhe:
“Olha: pede-Lhe para o Senhor Prior me dar a Sagrada Comunhão.”
E quando a Lúcia chegou a casa, ele pergunta-lhe:
- Pediste a Jesus escondido para o Senhor Prior me dar a Sagrada Comunhão?”. (MIL IV, nº 17, p. 146).
Como ela lhe dissesse que sim, ele prometeu agradecer-lhe pedindo por ela no Céu.

Mas as coisas pioravam para o lado de Francisco. A pneumónica bateu-lhe à porta. E no esvaírem-se das suas forças perante o avanço da doença, ele não desistia.
- “Ó pai, queria receber o Pai do Céu antes de morrer – dizia baixinho.
- Já vou tratar disso – respondia o Senhor Marto, cujo coração chorava quase sem consolo, não só na certeza de que ia perder o filho, mas também no receio de que mais uma vez o Senhor Prior lhe negasse “o Jesus escondido”.
Enfim, Francisco, depois de ter recebido a Sagrada Comunhão dada pelo Anjo, sempre acabou por receber, de novo, e pela última vez, a Sagrada Comunhão. E num momento de muita ternura e sofrimento disse a Jacinta: “Hoje sou mais feliz do que tu, porque tenho dentro do meu peito a Jesus escondido…”.

A preparação cuidada que ele fez para receber Jesus Eucaristia pedindo inclusive a Jacinta e a Lúcia que o ajudassem a lembrar os seus pecados é de um encanto extraordinário a contrapor-se ao laxismo com que hoje tantas vezes nos aproximamos da sagrada Comunhão…

Caros Fiéis,
A Eucaristia foi, é e será “escola de santos”. E se quiséssemos lembrar outra pessoa apaixonada pela Eucaristia, bastar-nos-ia recordar Alexandrina de Balasar, a serva humilde e simples, sofredora e alegre, despojada e pobre, atenta e dedicada, generosa e feita oblação ao Senhor, que viveu dominada pelo “ideal eucarístico” e se tornou “verdadeira intérprete da verdadeira piedade eucarística”.
“Dou-vos graças, Eterno Pai, por haverdes deixado a Jesus no Santíssimo Sacramento”, rezava ela. “A minha loucura é a Eucaristia” e “eu queria que o meu coração fosse uma lâmpada sempre a arder em cada um dos vossos sacrários”. “Pertence-me esta missão: dar almas a Jesus, viver alerta na Eucaristia, alerta sempre, alerta com Jesus. Como borboleta em volta da chama, como pastor vigilante pelo seu cordeiro”.

O Jesus escondido de Francisco, era o Jesus escondido de Alexandrina presente no sacrário da sua igreja paroquial. Como nos lembram os seus biógrafos, para além do testemunho, ela deixou-nos um património imenso de orações a demonstrar o seu grande amor aos sacrários de todo o mundo, num coração cheio de amor simples, comprometido com a sorte dos outros, abrangente e universal.
Recordemos algumas:
“Meu Jesus, eu quero que cada dor que sentir, cada palpitação do meu coração, cada vez que respirar, cada segundo das horas que passar, sejam actos de amor para os vossos sacrários…
Eu quero que cada movimento dos meus pés, das minhas mãos, dos meus lábios, da minha língua, cada vez que abrir os meus olhos ou fechar, cada lágrima, cada sorriso, cada alegria, cada tristeza, cada tribulação, cada distracção, contrariedade ou desgosto, sejam actos de amor para os vossos sacrários…
Eu quero que cada letra das orações que reze, que ouça rezar, cada palavra que pronuncie ou oiça pronunciar, que leia ou oiça ler, que escreva ou veja escrever, que cante ou oiça cantar, sejam actos de amor para os vossos sacrários…
Eu quero que cada beijinho que vos der nas vossas imagens, nas da vossa e minha querida Mãezinha, nos vossos santos e santas, sejam actos de amor para os vossos sacrários…
Ó Jesus, eu quero que cada gotinha de chuva que cai do céu para a terra, que toda a água que o mundo encerra, oferecida às gotas, todas as areias do mar e tudo o que o mar contém, sejam actos de amor para os vossos sacrários…
Eu vos ofereço as folhas das árvores, todos os frutos que elas possam ter, as florzinhas, oferecidas folhinha a folhinha, todos os grãozinhos de sementes e de cereais que possa haver no mundo e tudo o que contém os jardins, campos, prados e montes, ofereço tudo como actos de amor para os vossos sacrários…
Ó Jesus, eu Vos ofereço as penas das avezinhas, o gorjeio das mesmas, os pelos e vozes de todos os animais, como actos de amor para os vossos sacrários…
Ó Jesus, eu Vos ofereço o dia e a noite, o calor e o frio, o vento, a neve, a lua, o luar, sol, a escuridão, as estrelas do firmamento, o meu dormir, o meu sonhar, como actos de amor para os vossos sacrários…
Ó Jesus, eu vos ofereço tudo o que o mundo encerra, todas as grandezas, riquezas e tesoiros do mundo, tudo o que se passar em mim, tudo quanto tenho costume de oferecer-Vos, tudo quanto se possa imaginar, como actos de amor para os vossos sacrários…
Ó Jesus, aceitai o céu e a terra, tudo, tudo quanto neles se encerra, como este tudo fosse meu e de tudo pudesse dispor e oferecer-Vos, como actos de amor para os vossos sacrários…”.
Sendo a Eucaristia que constrói uma comunidade viva e dinâmica, o Sacrário é o coração da mesma, é o ponto de encontro e de descanso, de unidade e de comunhão, de paz e de tensão, de partida e de convergência. Por isso, a restauração dos Lausperenes, a adoração do SS. Sacramento com crianças e jovens, a Bênção do SS. Sacramento, as visitas ao SS Sacramento, a comunhão aos doentes… são também o segredo duma Evangelização séria e eficaz: Jesus Cristo, vivo e presente, sem O qual não teremos a Vida em nós e nada poderemos fazer.

Karl Rahner lembrava que “a Igreja tem necessidade de redescobrir a relação íntima que existe entre a Eucaristia e a vida dos homens, mostrando que a assembleia eucarística se prolonga numa espécie de liturgia da vida quotidiana...”.
Ontem como hoje. O Santuário de Fátima continua no seu posto como Altar do Mundo. Multidões aqui chegam, de perto e de longe, com fé e devoção (ou sem elas). Uns, com dores no corpo. Outros, com feridas na alma. Neste lugar ecoa o mistério de Deus e a grandeza dos simples e humildes. Este lugar incute esperança, faz-nos assumir atitudes de vida que libertam e salvam, aponta para a grandeza da vida e o valor da cruz. Proporciona-nos um encontro íntimo com Cristo na riqueza bela do silêncio e da paz.

Aqui, avivamos a nossa fé em Jesus Cristo, pão vivo descido do Céu para a vida do mundo, a entrega mútua, de Cristo á Igreja, da Igreja a Jesus Cristo Seu Senhor, de ambos ao Pai, para louvor da Santíssima Trindade e redenção do mundo.
Aqui, ao olhar para os Pastorinhos, contemplamos a eucaristia “fonte e centro de toda a vida cristã” (LG, 11). Deixamos nascer em nós o gosto da oração contemplativa perante o SS. Sacramento como fonte de santificação, de fecundidade apostólica, de compromisso solidário.
Aqui nasceu e daqui parte o Movimento da Mensagem de Fátima que vive e promove a Mensagem de Nossa Senhora de Fátima. Mensagem que é eminentemente eucarística desde as aparições do Anjo até hoje. Não desanimem na expansão da Mensagem no que ela tem de central e procurem-no fazer sem sentimentalismos estéreis nem pieguices que afastam. Que as nossas comunidades saibam descobrir na Eucaristia celebrada, vivida e adorada o centro da vida espiritual de cada um, a fonte da vitalidade apostólica, o segredo da união familiar como comunidade de vida e de amor, o crescimento eclesial da comunidade paroquial que vai aprendendo a encontrar na Eucaristia e no Sacrário a meta para onde tudo deve convergir e donde tudo deve partir.
Fazer da Adoração Eucarística uma escola de oração “é um serviço pastoral importante que cada paróquia deve promover como sendo uma prioridade”.
Que o Senhor abençoe o vosso trabalho de responsáveis nacionais, diocesanos e paroquiais. Que os sacrários das nossas igrejas sejam o coração das nossos paróquias e da actividade pastoral de cada um de nós.

Santuário de Fátima, 18 de Julho de 2009
+Antonino Dias, Bispo de Portalegre-Castelo Branco
Fonte: Santuário de Fátima

PEREGRINAÇÃO AO SANTUÁRIO DE FÁTIMA DO MOVIMENTO DA MENSAGEM DE FÁTIMA DE ERMESINDE !

Aconteceu em 18 e 19 de Agosto mais uma peregrinação nacional do Movimento da Mensagem de Fátima.
De Ermesinde saíram, junto à Igreja Matriz, pelas 8 horas da manhã, dois autocarros com 84 peregrinos, sendo que um deles havia ido à Travagem servir os peregrinos que lá costumam tomar o transporte há já alguns anos.
Apesar da faixa etária algo elevada todos e todas iam cheios de vontade e alegria ao encontro de Nossa Senhora, para por Ela se encontrarem com o Senhor.
A Lurdes (Lita) a Elisabete e a Ana (apesar de doente), incansáveis Mensageiras de Fátima lá iam dando uma preciosa ajuda nos autocarros e mais adiante parava um deles para apanhar um passageiro que levava consigo o estandarte do Movimento.

Primeira paragem em Antuã para o pequeno-almoço.
E se antes de Antuã se havia já feito a oração da manhã, após a paragem e já com o estômago mais composto foi a vez do Terço em louvor de Nossa Senhora.
Todos participarem, orando e cantando.
Lembraram-se os familiares, os doentes e os que pelas mais diversas razões não nos acompanhavam em mais esta peregrinação.
Chegada ao Santuário, Hotel de Santa Maria, bem a tempo de com calma tudo se fazer com tranquilidade – tirar as malas e entregar as chaves de cada quarto aos utilizadores.
É chegada a hora do almoço e aí como sempre antes do repasto a oração ao Senhor agradec
endo o alimento à disposição.
É muito belo ver peregrinos, alguns deles já idosos e com dificuldades, todos se porem de pé para em comum rezarmos.
Um bela refeição com o diálogo que à mesa é possível e desejável.
No final como sempre o agradecimento a Deus que nos sacia com o pão-nosso de cada dia.
De seguida partimos uns para a Capelinha das Aparições, outros para o Ce
ntro Pastoral Paulo VI onde iria decorrer o início da peregrinação propriamente dita no Santuário.
Ali decorreu um belo momento de oração e canto lembrando o pastorinho Francisco e a sua grande devoção ao Jesus escondido como dizia o petiz. Um Frei cantou e encantou todos com as belas melodias, onde se falava do silêncio e da vida do pequeno Francisco – tema da peregrinação deste ano. Com uma voz muito melodiosa e pujante o Frei levou-nos a todos até ao fim terminando com uma canção onde a frase do texto da carta aos Coríntios aparecia no refrão - ainda que…. se não tiver amor – sou nada. E assim é… o Francisco tinha AMOR À EUCARISTIA. O desafio é hoje para nós – sermos mensageiros desse Amor à Eucaristia.

Terminado reste momento partimos em direcção á Capelinha das Aparições onde saudamos Nossa Senhora do Rosário de Fátima. Nós devemos ser as rosas que Ela quer, não as rosas dos ramos que lá deixamos.
Seguiu-se o jantar – mais um momento de encontro e diálogo entre todos.
E veio a noite… É tempo da Luz, que nos recorda o Baptismo – o Rosário cantado e iluminado com as nossas velas acesas ao alto como que a enviarmos para Deus a nossa oração. Vivemos de seguida a Procissão com a imagem de Nossa Senhora e os cânticos já bem sabidos de todos - Avé de Fátima, Senhora um dia descestes…
De seguida celebramos o mais importante e que Ela nos convida a viver – o Fil
ho, na Eucaristia, na bela e ampla Igreja da Santíssima Trindade, com uma bela moldura humana.
Aí, na homilia o Bispo de Portalegre-Castelo Branco D. Antonino lembrava a importância da Eucaristia para o Francisco e recordou outra figura cujo amor à Eucaristia era o mais importante – Alexandrina de Balazar.
Terminada a Eucaristia, por volta das 24h e 10m, é tempo de recolher para a quase totalidade dos peregrinos (face ao ligeiro frio que fazia e idade), mas alguns ainda quiseram reviver o caminho do Amor de Jesus Cristo na Sua Via-Sacra, rumando aos Valinhos. Um belo exercício pela noite que terminaria no alto do Calvário Húngaro pelas 2h 30m, já dia de Domingo.

Dia seguinte – Domingo e após o pequeno-almoço, muito bem servido, aí vamos nós meditar o terço do Rosário e viver a Celebração do Domingo XVI do tempo comum. No altar do recinto, os jovens da Mensagem de Fátima de pólo laranja faziam-se notar pela forma digna como se apresentavam e pela sua dedicação e consagração à Mensagem de Fátima. Na procissão de entrada as bandeiras e estandartes da Mensagem de Fátima faziam-se notar pelo número. Ermesinde também lá estava no estandarte de cor azul, tendo ao meio a imagem de Nossa Senhora de Fátima.
Foi uma bela celebração presidida pelo Bispo de Leiria-Fatima, D. António
Marto, Assistente Geral do MMF que na sua homilia, numa linguagem muito simples, muito humana e de perfeita compreensão para todos dizia a certo ponto – ir a Fátima, peregrinar até lá, não é em busca de emoções e pieguices sem sentido, mas e sobretudo um compromisso com a Mãe e com o nosso Deus que é a Vida. E exortou todos a viverem o silêncio – um exercício de encontro com o nosso Deus que se perscruta na ausência dos ruídos do mundo e nos fala.
O silêncio que nos faz perceber que todos somos chamados a falar de Deus ao mundo tão marcado pela indiferença em relação ao mesmo Deus e ao Seu Amor.
E vem a procissão do adeus à Virgem. E aí sim as emoções o coração alegram-se mas ao mesmo tempo fica um sentimento de nostalgia pelo facto das celebrações vividas estare
m no fim e o regresso ao quotidiano ser uma prioridade. De vós me aparto ó Virgem… uma prece final… viva sempre em minha alma este grito imortal – Ó Fátima adeus…!
E os lenços brancos acenando à Imagem da Virgem. Que momento emocionante e belo!
Com uma lágrima teimosa caindo…
Terminada a bela celebração é altura do almoço e o último convívio à mesa.
Junto como peregrinos e irmãos vivemos um dia e meio de comunhão fraterna, onde a figura da Mãe de Deus – Nossa Senhora do Rosário de Fátima, nos uniu e conduziu a todos até ao nosso Bom e Fiel Deus que a todos acompanha e faz viver.
E sob um calor bem presente saímos de Fátima rumo a casa. Uma o
ração e um cântico final já dentro das camionetas, como filhos e filhas gratos à Mãe e a Deus pelas bênçãos recebidas…
Foi uma bela jornada de fé.

E de regresso a casa o nosso agradecimento aos motoristas – o Sr. Óscar e o nosso velho e conhecido Amigo – Sr. José Maria – dois profissionais.
Um obrigado muito especial ao Acácio pelas fotos que tirou.
Fátima é um espaço privilegiado de encontro connosco próprio, com os irmãos e por Maria com Deus.

Nossa Senhora do Rosário de Fátima rogai por nós.