quarta-feira, 23 de dezembro de 2009

NATAL DO SENHOR !


Há dois mil anos, em Belém, na Palestina, foi Natal.
Por vezes, as palavras são-nos tão familiares que nem nos lembramos de as relacionar com a sua origem. Natal significa nascimento. Naquele dia foi apenas mais um nascimento. Um jovem casal alegrou-se com o parto de uma criança. Mais uma, na longa existência da humanidade.
Segundo os homens de fé, a mãe da criança era - e continuou e continua - virgem; o pai, um homem excepcionalmente virtuoso, José de seu nome, conseguiu fé para acreditar que o filho da sua jovem esposa, Maria, que ele não gerara, era obra de Deus! O bebé chamou-Se Jesus. Foi mais um a nascer, mas não apenas mais um.
Desde os princípios da existência humana que o Seu nascimento era aguardado, porque Ele era, e é, a salvação para todos os homens, de todas as gerações. Ele redime-nos dos nossos pecados para nos conduzir à eternidade gloriosa que a Deus pertence. Se foi pela Cruz que Jesus nos salvou, foi pela sua concepção e nascimento, através da Virgem Maria, que Jesus chegou à Cruz.
É preciso cantar o Amor de Deus que, no Natal, se entrega aos homens.
O Filho veio dar testemunho do Pai, para que nós - dando testemunho d'Ele -, sejamos também testemunhas do Pai.
Anunciar o Natal, é levar Deus e a sua infinita bondade aos corações dos homens.
Todos os homens e mulheres baptizados no Espírito Santo são profetas e, por isso, têm como missão, não só viver o Natal, mas também anunciá-lo, professar publicamente a sua fé na Encarnação de Deus.

sábado, 19 de dezembro de 2009

ORAÇÃO A NOSSA SENHORA DO Ó !



Bendita sejais, Maria, Virgem e Mãe!
O Senhor vos deu a plenitude da graça e da alegria
na doce espera de Jesus.
Nós vos pedimos pelos esposos que desejam o dom de um filho:
ajudai-os nesta esperança a apoiarem-se no caminho da vida.
Lembrai-vos dos que abriram o seu coração à adopção,
para que se mantenham alegres na sua generosidade.
Olhai com amor, Mãe querida,
para as mulheres que vivem, como vós vivestes,
a maravilha de acolher no seu ventre uma vida nova
e esperam ansiosas o momento ditoso
em que ouvirão o primeiro vagido do seu bebé
para vos darem graças pelo dom maravilhoso
que o Criador lhes oferece.
Velai especialmente, Virgem da ternura
pelas mulheres que enfrentam sós este momento,
sem apoio e sem carinho, para que possam sentir o amor do Pai
e descobrir que cada criança que vem ao mundo é uma bênção.
Abençoai também aqueles que já receberam
os nomes formosos de «pai» ou de «mãe»,
para que convosco dêem graças a Deus pela sua grandeza
manifestada no menino recém-nascido.
Finalmente, recolhei-nos a todos no grande abraço do Espírito Santo,
para que mostremos ao mundo que podemos viver como irmãos,
porque todos somos filhos de Deus.

Ámen.
Fonte: Boletim Igreja Viva (Paróquia de S. Lourenço de Ermesinde)

terça-feira, 8 de dezembro de 2009

SOLENIDADE DA IMACULADA CONCEIÇÃO DA VIRGEM SANTA MARIA

Mais do que qualquer outro tempo do Ano Litúrgico, o Advento é tempo de Maria, pois é nele que A vemos em mais íntima relação com o Seu filho, ao Qual está unida «por vínculo estreito e indissolúvel». Se o Senhor veio ao meio dos homens, se Ele vem ainda, é por meio de Maria. N’Ela se cumpre, na verdade, o mistério do Advento.
Embora, na sua origem e no seu princípio, a Solenidade da Imaculada Conceição, que vem do século XI, não nos apareça em ligação com o Advento, contudo ela é uma verdadeira festa do Advento. Ela é a aurora que precede, anuncia e traz em si o Dia novo, que está para surgir no Natal.
Enaltecendo a Virgem Maria, esta Solenidade, em vez de nos desviar do Mistério de Cristo, leva-nos, pelo contrário, a exaltar a obra da Redenção, ao apresentar-nos Aquela que foi a primeira a beneficiar dos seus frutos, tornando-se a imagem e o modelo segundo o qual Deus quer refazer o rosto da Humanidade, desfigurado pelo pecado.
Assim como na aurora se projecta a luz do sol, de cujos raios ela tira a vida, assim em Maria Imaculada se reflecte o poder do Salvador que está para vir: a Seus méritos Ela deve, com efeito, o ter sido «remida de modo mais sublime».
Festa de Advento, a Solenidade da Imaculada Conceição constitui uma bela preparação para o Natal.
ORAÇÃO A NOSSA SENHORA DA CONCEIÇÃO

Virgem Santíssima,
que fostes concebida sem o pecado original
e por isto merecestes o título
de Nossa Senhora da Imaculada Conceição
e por terdes evitado todos os outros pecados,
o Anjo Gabriel vos saudou com as belas palavras:
"Ave Maria, cheia de graça";
nós vos pedimos que nos alcanceis
do vosso divino Filho o auxílio necessário
para vencermos as tentações
e evitarmos os pecados e,
já que vós chamamos de Mãe,
atendei-nos com carinho maternal
e ajudai-nos a viver como dignos filhos vossos.
Nossa Senhora da Conceição, rogai por nós.

terça-feira, 1 de dezembro de 2009

domingo, 1 de novembro de 2009

SANTOS PORQUE ELE É SANTO !


“Sede santos, porque Eu sou santo” – diz-nos o Senhor.
Porque nos dará Deus uma ordem assim?
É que nós somos seus filhos; e, se o Pai é santo, os filhos devem sê-lo também.
Só os santos podem esperar a felicidade de ir gozar da presença de Deus, que é a própria santidade.
Com efeito, ser cristão e viver em pecado é uma contradição monstruosa.
Um cristão deve ser um santo.
Eis a verdade que a Igreja não cessa de nos repetir; e, a fim de a gravar nos nossos corações, apresenta-nos um Deus infinitamente santo, a santificar uma multidão infinita de santos...
Nós podemos ser santos e devemos trabalhar para chegar a sê-lo.
Os santos foram mortais como nós, fracos e sujeitos às tentações como nós; nós temos os mesmos auxílios, as mesmas graças, os mesmos sacramentos; mas é preciso fazer como eles... tomá-los por modelo...

[S. JOÃO MARIA VIANNEY, Sermão de Todos os Santos ]

sábado, 31 de outubro de 2009

FAZ SENTIDO REZAR PELOS DEFUNTOS? – Uma reflexão oportuna de Bento XVI


Alguns teólogos recentes são de parecer que o fogo [do purgatório] que simulta­nea­mente queima e salva é o próprio Cristo, o Juiz e Salvador. O encontro com Ele é o acto decisivo do Juízo. Ante o seu olhar, funde­‑se toda a falsidade. É o encontro com Ele que, queimando­‑nos, nos transforma e liber­ta para nos tornar verdadeiramente nós mesmos. As coisas edificadas durante a vida podem então revelar-se palha seca, pura fanfarro­nice e desmoronar-se. Porém, na dor deste encontro, em que o impuro e o nocivo do nosso ser se tornam evidentes, está a salva­ção. O seu olhar, o toque do seu coração cura-nos através de uma transformação certa­mente dolorosa «como pelo fogo». Contudo, é uma dor feliz, em que o poder santo do seu amor nos penetra como chama, consentindo­‑nos no final sermos totalmente nós mesmos e, por isso mesmo totalmente de Deus. […] No momento do Juízo, experimentamos e acolhemos este prevalecer do seu amor sobre todo o mal no mundo e em nós. A dor do amor torna-se a nossa salvação e a nossa alegria. É claro que a «duração» deste quei­mar que transforma não a podemos calcular com as medidas de cronometragem deste mundo. O «momento» transformador deste encontro escapa à cronometragem terrena: é tempo do coração, tempo da «passagem» à comunhão com Deus no Corpo de Cristo.
... No antigo judaísmo, exis­te também a ideia de que se possa aju­dar, através da ora­ção, os defuntos no seu estado intermédio (cf. por exemplo, 2Mac 12,38-45: obra do I século a.C.). A prática correspondente foi adoptada pelos cristãos com grande natura­lidade e é comum à Igreja oriental e ocidental. […] Às almas dos defun­tos, pode ser dado «alívio e refrigério» mediante a Euc­aristia, a ora­ção e a esmola. O facto de que o amor possa che­gar até ao além, que seja possível um mútuo dar e re­ceber, permane­cendo ligados uns aos outros por vínculos de afecto para além das fron­teiras da morte, constituiu uma convicção fundamental do cristianismo através de to­dos os séculos e ainda hoje permanece uma experiência recon­fortante. Quem não senti­ria a necessidade de fazer chegar aos seus entes queridos, que já partiram para o além, um sinal de bonda­de, de gratidão ou mesmo de pedido de perdão? Aqui levantar-se-ia uma nova questão: se o «purgatório» con­siste simplesmente em ser purificados pelo fogo no encontro com o Senhor, Juiz e Sal­vador, como pode então intervir uma terceira pessoa ainda que parti­cularmente ligada à outra? Ao fazermos esta pergunta, devere­mos dar-nos conta de que nenhum homem é uma mônada fechada em si mesma. As nossas vidas estão em profunda comunhão entre si; através de numerosas interacções, estão concatenadas uma com a outra. Nin­guém vive só. Ninguém peca sozinho. Ninguém se salva sozinho. Conti­nuamente entra na minha existência a vida dos outros: naquilo que penso, digo, faço e realizo. E, vice-versa, a minha vida entra na dos outros: tanto para o mal como para o bem. Deste modo, a minha intercessão pelo outro não é de forma alguma uma coisa que lhe é estra­nha, uma coisa exterior, nem mesmo após a morte. Na trama do ser, o meu agradeci­mento a ele, a minha oração por ele pode significar uma pequena etapa da sua purifi­cação. E, para isso, não é pre­ciso converter o tempo terreno no tempo de Deus: na comu­nhão das almas fica superado o simples tempo terreno. Nunca é tarde demais para tocar o coração do outro, nem é jamais inútil. Assim se esclarece melhor um ele­mento importante do conceito cris­tão de esperança. A nossa esperança é sempre essencialmente também esperança para os outros; só assim é verdadeiramente espe­rança também para mim [Cf. Catecsimo da Igreja Católica, n. 1032]. Como cristãos, não basta perguntarmo-nos: como posso salvar-me a mim mesmo? Deveremos antes perguntar-nos: o que posso fazer a fim de que os outros sejam salvos e nasça também para eles a estrela da esperança? Então terei feito também o máximo pela minha salva­ção pessoal. [Bento XVI, Enc. Spe Salvi, nº 48].

Fonte: Boletim Igreja Viva (Paróquia de S. Lourenço de Ermesinde)

quarta-feira, 28 de outubro de 2009

PARTIU PARA O PAI O PADRE LUÍS KONDOR, VICE-POSTULADOR DA CAUSA DA CANONIZAÇÃO DOS PASTORINHOS DE FÁTIMA


Faleceu hoje, dia 28 de Outubro, em Fátima, o Padre Luís Kondor, Vice-Postulador da Causa da Canonização dos Pastorinhos de Fátima.
O corpo estará a partir das 18:00 de hoje, em câmara ardente, no Seminário do Verbo Divino, em Fátima.
O P. Luís Kondor era membro da Congregação do Verbo Divino.
Nasceu a 22.6.1928 em Csikvánd, na Hungria. Entre 1934 e 1939 frequenta a escola primária na sua terra.
Em 1940 entra para o internato dos Padres Beneditinos, de Gyor; posteriormente passa para o internato dos Padres Cistercienses, em Székesfehérvár.
Terminou o liceu em 1944, já depois da entrada dos russos na Hungria.
A 20.08.1946, com 18 anos de idade, entra na Congregação do Verbo Divino. Fez os primeiros votos a 8.09.1948 e começou os estudos de filosofia, ainda na Hungria.
Em Janeiro de 1949, por ordem do seu superior, fugiu para a Áustria, primeiro para Mödling e depois para Salzburg. Tendo sido também a Áustria invadida pelos russos, a 12.06.1950 refugiou-se, por ordem dos superiores, na Alemanha.
Foi ordenado presbítero a 28.08.1953, em St Augustin, na Alemanha.
Em 1954 foi enviado para Fátima, Portugal, onde chegou a 19 de Novembro desse ano.
Foi nomeado vice-prefeito do Seminário da sua congregação, cargo que exerceu durante 4 anos, dedicando-se também à pastoral vocacional na zona Norte de Portugal.
Em 8.07.1956 encontrou a Irmã Lúcia pela primeira vez; foi o primeiro de numerosos encontros ao longo dos anos (posteriormente, como Vice-Postulador terá licença para a poder visitar).
Em 1960 acompanhou D. João Pereira Venâncio, Bispo de Leiria, numa viagem de dois meses a vários países europeus. Depois desta viagem, a pedido do Bispo, ficou a trabalhar a meio tempo com o Bispo e a meio tempo no Seminário do Verbo Divino.
No Natal de 1960 foi-lhe atribuído o cargo de Vice-Postulador dos Pastorinhos, lugar que ocupou até à sua morte.
Em 1963 começou a publicar um boletim em sete línguas destinado a tornar conhecida a vida dos dois Pastorinhos e a relatar o andamento dos processos de beatificação. Para divulgação da fama de santidade dos Pastorinhos, o Bispo da diocese confiou-lhe a edição do livro «Memórias da Irmã Lúcia», que fez traduzir em diversas línguas e enviou para todos os continentes, incluindo os países sob o regime comunista.
Durante muitos anos conseguiu enviar com êxito, embora de maneira oculta, não só literatura sobre Fátima, mas também imagens de Nossa Senhora de Fátima para diferentes lugares da cortina de ferro.
Dedicou-se a diversas obras: em 1956 a construção do Monumento dos Valinhos, em 1959 a imagem de Santo Estêvão que se encontra na Basílica; de 1960 a 1965 colabora com D. João Pereira Venâncio na construção do Seminário Diocesano de Leiria, do Colégio S. Miguel e do Colégio da Marinha Grande; em 1964 a construção da Via Sacra e Capela do Calvário; de 1974-1997 colaborou na transferência de ajudas financeiras da Wel tkirche-Köln para dioceses, conventos, casas sacerdotais, paróquias e casas sociais em Portugal; de 1974-1997 colaborou com o Europäischer Hilfsfound das Conferências Episcopais da Áustria, Alemanha e da Suíça, no apoio a dioceses portuguesas; em 1979 a Construção da nova Casa Episcopal de Leiria; de 1975-1985 colaborou na construção dos novos Carmelos de Patacão (Faro), Bom Jesus (Braga) e São Bernardo (Aveiro).
Durante muitos anos, colaborou como intermediário entre instituições da Igreja alemã e obras nas dioceses Portuguesas. Entre os muitos apoios que consegue para a Igreja católica portuguesa, destaca-se: reconstrução de várias igrejas nos Açores, após o grande sismo de 1.01.1980.
Em 2000, com o apoio do Cardeal Meisner de Colónia, conseguiu que o Papa João Paulo II venha a Fátima, em 13 de Maio de 2000 beatificar os Pastorinhos, mesmo depois de já ter sido anunciada publicamente a beatificação em Roma.
A 15 de Novembro de 2004 recebeu o processo canónico da cura milagrosa atribuída aos beatos Francisco e Jacinta, que entregou em Roma, na Congregação para as Causas dos Santos.
Em Março de 2004, foi homenageado pela “Fundação Ajuda à Igreja que Sofre” comemorando os seus 50 anos de Padre e de presença em Portugal.
Em 18 de Janeiro de 2006 recebeu a insígnia da Ordem de Comendador, atribuída pelo Presidente da República Jorge Sampaio.
Por ocasião da celebração das bodas de ouro sacerdotais diz o seguinte:
“Desde a minha infância que desejo ser sacerdote. Os meus pais enviaram-me para um colégio rigoroso, para fazer de mim um homem... Com 18 anos, entrei na Congregação do Verbo Divino, para me tornar missionário. Para isso, tive que deixar a minha pátria, e com 25 anos fui ordenado sacerdote. Desde então, passaram 50 anos. Se hoje olhar para trás e me recordar destes anos da minha vida, posso-vos assegurar que sou feliz na minha vocação, e testemunhar que vale a pena dedicar-se e entregar-se a Jesus Cristo, e trabalhar pela dilatação do Reino de Deus.
Como é visível do itinerário da sua vida e obra, a divulgação da Mensagem de Fátima e a Igreja em Portugal muito devem à acção deste zeloso sacerdote, que encomendamos à misericórdia divina.
O Bispo de Leiria-Fátima, ao mesmo tempo que anuncia a morte do P. Luís Kondor, dá graças a Deus pelo dom que foi este sacerdote.

P. Jorge Guarda, Vigário Geral de Leiria-Fátima

A celebração das exéquias será na sexta-feira, dia 30, às 11:00, na Basílica do Santuário de Fátima. O sepultamento será no cemitério de Fátima.

segunda-feira, 12 de outubro de 2009

FÁTIMA * 13 OUTUBRO 1917 (6ª APARIÇÃO)



Em 13 de Outubro de 1917, as crianças estavam rodeadas por uma multidão de 70.000 pessoas, sob uma chuva torrencial.
Lúcia disse novamente à Senhora: "O que queres de mim?". Respondeu: "Quero dizer-te que façam aqui uma capela em minha honra, que sou a Senhora dos Rosário, que continuem sempre a rezar o terço todos os dias.
A guerra vai acabar e os militares voltarão em breve para suas casas".
Depois Lúcia lhe disse: "Eu tinha muitas coisas para Lhe pedir. Se curava uns doentes e se convertia uns pecadores...". - "Uns sim, outros não. É preciso que se emendem, que peçam perdão dos seus pecados".
E tomando um aspecto mais triste: "Não ofendam mais a Deus Nosso Senhor que já está muito ofendido".
"Quereis alguma outra coisa de mim?". - "Não quero mais nada".
Em seguida, abrindo as mãos, Nossa Senhora fê-las reflectir no sol, e enquanto Se elevava, continuava o reflexo da sua própria luz a projectar-se no sol. Lúcia nesse momento exclamou: "Olhem para o sol!". Então aconteceu o sinal prometido, o sol extraordinariamente brilhante, mas não a ponto de cegar. O sol começou a girar sobre si mesmo, projectando em todas as direcções feixes de luz de todas as cores que reflectiam-se e coloravam as nuvens, o céu, as árvores, a multidão. Parou por certo tempo e depois recomeçou, como antes, girando sobre si mesmo. De repente parecia que se destacava do céu para precipitar-se sobre a multidão que assistia aterrorizada, caia de joelhos e invocava misericórdia.
No entanto as crianças viram ao lado do sol Nossa Senhora vestida de branco com o manto azul e São José com o Menino que abençoava o mundo.
Depois desta visão, viram O Senhor que abençoava o mundo, com Nossa Senhora das Dores a seu lado. Desaparecida esta visão, viram Nossa Senhora do Carmo.
Terminado o milagre as pessoas deram-se conta das suas roupas estarem completamente secas.

quarta-feira, 30 de setembro de 2009

OUTUBRO, "MÊS DO ROSÁRIO" !



A Virgem de Fátima trouxe-nos a mensagem do Santo Rosário que não passou de moda, como pensam alguns.
O rosário abrevia o essencial do Evangelho e coloca-o profundamente em nós, até que no coração se sinta o eco da Boa Nova de Deus. É como uma semente que se coloca no sulco e germina, cresce, amadurece, até que dá frutos de vida: os frutos do Reino.O rosário é uma oração que não se limita à simples repetição, como se estivesse carecida de criatividade, é antes como uma roda de moinho de água, que em cada movimento sempre traz algo de novo.
O rosário é como o búzio marinho que capta em si o eco de todo o canto do mar. Nunca nos cansamos de ouvi-lo, quando o colocamos nos nossos ouvidos.
O rosário é como a coroa de flores que os príncipes colocavam na fronte das suas amadas. Cada rosa e cada gesto é uma bela poesia de amor. É assim como nós tomamos esse rosário – ou coroa de rosas – para ir ao encontro de Jesus e de Maria, no amor da Santíssima Trindade.Por isso, Paulo VI dizia que, “se o rosário não for uma oração contemplativa, é um corpo sem alma, um cadáver” (Marialis Cultus, 47).
Por isso, orar com o rosário é muito mais do que parece à primeira vista. O importante do rosário é que, limitando a oração a poucas palavras, repetidas lentamente, o coração vai absorvendo no seu interior a luz de Deus que brilhou em Maria e somos assim conduzidos ao serviço ao mundo que a caracterizou.
O rosário, em síntese, centra-se na contemplação do Evangelho em comunhão com Aquela que guardava todas estas coisas, meditando-as no seu coração (Lc 2, 19).
Em cada dezena do rosário repousamos amorosamente as agitações da nossa respiração até que suscite no nosso coração orante uma dinâmica interior que remova da nossa vida as suas inércias e nos ponha a voar alto nas profundidades de Deus.
Por último: no mais recente Sínodo dos Bispos sobre a Palavra de Deus na vida da Igreja, somos exortados a dar cada vez mais importância à leitura orante da Palavra de Deus. Aqui, também encontramos a oração bíblica da Ave-Maria, como uma escola de oração que acompanha o exercício espiritual da “Lectio Divina”.
A “Ave-Maria” é uma escola de oração bíblica.
Se tomamos consciência do valor de cada uma das suas palavras, a nossa oração crescerá mais pelas rotas do Espírito.
Não necessitamos de uma palavra que sirva de “manancial” inicial, porque esta já foi dada no “Pai-Nosso”, com o grito “Abbá”, o qual permanece no horizonte de toda a oração cristã.
Com a “Ave-Maria” o que fazemos é um aprofundamento.
Como o “Pai-Nosso”, a “Ave-Maria” tem dois movimentos que reproduzem o palpitar do coração: o duplo movimento oracional do louvor e da súplica.
O primeiro movimento é de louvor e começa com o “Ave Maria”. O segundo movimento é de súplica e começa com o “Santa Maria, Mãe de Deus”.
O mais belo é que, enquanto nos dirigimos a Maria em louvor e súplica, ao mesmo tempo, juntamente com Ela, nos dirigimos a Jesus, que é o motivo do nosso louvor e o fundamento de toda a invocação. Revivemos com Maria os mistérios salvíficos do seu Filho e com Ela os meditamos no nosso coração.
Ao mesmo tempo, juntamente com Ela, podemos pedir juntos a intervenção do Senhor pelas nossas necessidades particulares.
É interessante e sempre novo: trata-se de um exercício espiritual tremendo. Com este tipo de oração tão privilegiado, o nosso coração vive uma tripla atenção: a Maria, a Jesus e às necessidades actuais de todas as pessoas. Por isso, é algo actual e nunca passará.
Fonte: Voz da Fátima nº 1044

PAPA PRESIDIRÁ ÀS CELEBRAÇÕES DO 13 DE MAIO EM FÁTIMA, NO PRÓXIMO ANO !



Foi com “júbilo transbordante” que D. António Marto, bispo de Leiria–Fátima, confirmou a notícia da visita de Bento XVI a Portugal, para presidir à Peregrinação Internacional Aniversária, em Maio de 2010. Esta é uma “visita desejada de ambas as partes”, dá conta o bispo de Leiria–Fátima durante uma conferência de imprensa, no Santuário.
D. António Marto, juntamente com D. Jorge Ortiga, Presidente da Conferência Episcopal Portuguesa, fez o primeiro convite a Bento XVI, em 2006, para o Papa presidir à celebração dos 90 anos das aparições. O mesmo convite foi reiterado durante a visita Ad limina que a CEP realizou em Novembro de 2007. Do encontro pessoal, D. António Marto recorda as informações que o Papa procurou ter acerca “do número de peregrinos e sobre a nova Igreja da Santíssima Trindade”.
Em Julho passado, quando o Núncio Apostólico, D. Rino Passigato, presidiu à Peregrinação Internacional Aniversária, D. António Marto manifestou o desejo de receber o Papa no Santuário de Fátima, manifestação que foi saudada por uma salva de palmas dos peregrinos presentes.
“Sei que o Núncio enviou essa mensagem directamente para o Vaticano”, indica D. António Marto que recebeu a confirmação da visita de Bento XVI no passado Domingo.
A “luz verde” para a divulgação da visita foi hoje dada pela Secretaria de Estado do Vaticano.
O convite para um Papa visitar um país parte dos bispos e da Conferência Episcopal mas o convite oficial tem de ser feito pelo Presidente da República. Cavaco Silva, na visita que fez ao Vaticano, manifestou a vontade, em nome do Estado, de receber Bento XVI em Portugal, ficando, assim, reunidas as condições para uma visita oficial. "Conjugou-se tudo”, indica o bispo de Leiria – Fátima.
“Eu sei que o Papa várias vezes referiu a sua intenção de vir a Fátima, faltava encontrar uma data na agenda das viagens”, indicou.
D. António Marto espera que a visita de Bento XVI seja igualmente “viva” tal como foram as que João Paulo II fez a Portugal em 1982, 1991 e 2000.
“Todos sabem que este Papa tem um afecto particular por Fátima. De todos os Papas, Bento XVI foi o que mais penetrou no coração da mensagem e a soube interpretar para os tempos de hoje”, reconhece o bispo de Leiria – Fátima referindo que o melhor artigo sobre Fátima “na forma de interpretação da mensagem tal como na apresentação literária” é o comentário teológico que Bento XVI fez à terceira parte do segredo de Fátima, em 2000.
D. António Marto indica que o actual Papa, embora não “tenha o carisma mediático de João Paulo II” tem “ternura, afabilidade e uma capacidade de comunicar com clareza com o povo, que as audiências mostram bem”.
A visita de Bento XVI a Fátima ocorre em dias de semana. D. António Marto afirma que se fosse durante um fim-de-semana “viriam mais peregrinos, mas as pessoas vão corresponder”.
“Espero que seja um momento para uma grande manifestação da vitalidade da Igreja em Portugal, que tem o seu coração espiritual em Fátima”, indica o bispo.

Fonte: Agência Ecclesia