domingo, 21 de junho de 2009

20 de Junho de 2009, PEREGRINAÇÃO PAROQUIAL A FÁTIMA

Em 20 de Junho, em pleno mês do Coração de Jesus, no dia em que o calendário litúrgico nos apresenta a memória do Imaculado Coração da Virgem Santa Maria, a paróquia de S. Lourenço de Ermesinde, rumou até ao Santuário de Fátima, em peregrinação.
Assim pelas 7h da manhã, já com um tempo bem quente a essa hora, 9 autocarros, cheios de paroquianos (cerca de 500) abalaram junto à Escola Secundária de Ermesinde e fizeram-se à estrada ao encontro de Maria e do Seu Imaculado Coração.
Cada autocarro levada um guia que ajudou os peregrinos a darem um sentido a este dia diferente, orientando os momentos de oração e tudo o que era necessário no sentido logístico.
Após uma paragem para um café ou uma outra necessidade numa estação de serviço na A1, os autocarros foram chegando um após o outro a Fátima, onde ficaram estacionados no parque do Instituto Missionário da Consolata, a quem desde já se presta o nosso agradecimento.

Aliás, os Missionários da Consolata são como que "parte" da paróquia também, fazendo parte da nossa família, pelos serviços importantes que aqui prestam e pela amizade entre a paróquia e o Instituto Missionário da Consolata, desde sempre.
E aí pelas 10h 50m, sob a presidência do pároco - Padre João Peixoto, iniciaram-se os trabalhos com o exercício da Via-Sacra nos Valinhos, programa para os mais velhos, já que as crianças da profissão de fé, que seguiram num autocarro próprio (nº 1), tinham um programa algo específico.
E assim se fez durante cerca de 1h 30m o percurso da Via Sacra, debaixo de um calor bem forte mas que não desmobilizou quem caminhava e rezava, meditando no Caminho do Amor, assumido por Jesus Cristo. Com diferentes tarefas, desde o levar as colunas de som, até ao canto, todos, reunidos em torno do pastor caminharam como parte do Povo de Deus, que o faz tendo o Senhor por Caminho, como Pastor que conduz...
Chegados ao Calvário Húngaro, o pároco deixou uma palavra final e a benção de Deus a todos os que puderam fazer esse belo exercício.

Após este momento, era hora de retemperar forças e assim houve lugar ao almoço, onde cada um escolheu a sua forma de o fazer - ora em piquenique à sombra das árvores, junto ao Seminário da Consolata ora em restaurante...

Pelas 14h partiu-se em direcção à Capela da Morte de Jesus, na cripta da Igreja da Santíssima Trindade, onde se viveu o momento mais alto - a EUCARISTIA. Foi um belo momento, onde se destaca a participação de muitos, quase todos... E os peregrinos eram cerca de 500. O padre Peixoto na homilia foi interrogando e desafiando os jovens da profissão de fé para se deixarem seduzir por Jesus Cristo e citando o Evangelho, serem capazes de "passar para o outro lado da margem" isto é aceitarem viver como discípulos de Jesus Cristo, comprometidos em Igreja. A todos desafiou a não se deixarem adormecerem, desistalando-se das suas certezas e "vidinhas". Recordou que muitas vezes culpabilizamos Deus, afirmando que Ele "dorme", quando na verdade isso acontece é connosco. Dormimos e assim deixamos Deus adormecer na nossa vida, porque nos afastamos Dele, perdidos no nosso sono. O mesmo se passa com a Mãe do Céu. Lembrou ainda que a nossa presença em Fátima era o culminar da grande manifestação de carinho a Nossa Senhora de Fátima na noite de 12 de Maio na cidade de Ermesinde.

No final da Eucaristia o padre João Peixoto convidou todos os presentes a consagrarem ao Coração Imaculado de Nossa Senhora a comunidade de Ermesinde.
Nesta bela celebração - momento central de toda a peregrinação - foi importante o serviço prestado pelos acólitos, pelos leitores (um deles, o João, uma criança), pelo grupo coral e o seu regente o Vítor bem como o organista o Jorge.
Após a Eucaristia, seguiu-se um momento de descontracção para os mais velhos e a Via Sacra para as crianças da profissão de fé e assim aconteceu.
Pelas 17h 30m os autocarros foram saindo do Santuário com um adeus sentido à Virgem, na certeza que Ela continua bem no nosso coração e vida, aqui na nossa paróquia e na nossa cidade, onde a devoção à Mãe de Deus é uma realidade.


E assim num dia de intenso calor + de 30 graus ao sol, a comunidade de Ermesinde, viveu, de uma forma muito alegre e de prece sentida o amor à Mãe de Deus que a todos conduz até Jesus Cristo, Salvador da humanidade.

Todos estamos de parabéns pelo belo dia que vivemos em Fátima, altar do mundo! O pároco sentiu a comunidade que lhe está confiada, feliz e em comunhão. Que Nossa Senhora, no Seu Imaculado Coração, a todos guarde e ampare nas dificuldades da vida quotidiana.

Trazer Fátima connosco é mesmo o grande desafio que nos é proposto pelo santuário se vivermos o espírito das Bem-Aventuranças do Reino de Jesus Cristo - este ano convidados à pureza de coração, afim de vermos Deus, presente na história dos homens que ama.


sábado, 13 de junho de 2009

PEREGRINAÇÃO ANIVERSÁRIA DE 13 DE JUNHO


DESVALORIZAÇÃO DO HOMEM LEVA AO ALHEAMENTO DOS VALORES ABSOLUTOS


D. João Lavrador presidiu à Peregrinação Internacional Aniversária de Junho no Santuário de Fátima
D. João Lavrador lamenta que a desvalorização do homem que está "à mercê de todas as tendências de opinião". O Bispo auxiliar do Porto criticou os "tempos de angustiosa busca da verdade" que deram origem ao "alheamento perante os valores absolutos" e à "indiferença perante Deus".
"Cedo se passa para um relativismo moral e para uma instrumentalização da pessoa humana", advertiu o Bispo na celebração eucaristia desta Sábado, 13 de Junho, na Peregrinação Internacional Aniversária de Junho no Santuário de Fátima.
A presidir às celebrações, D. João Lavrador apontou consequências para a crise de valores que "caracteriza a situação social actual, que infelizmente afecta tantos dos nossos contemporâneos". A escassez alimentar, os problemas financeiros, "antigas e novas pobrezas, preocupantes alterações climáticas, a violências e miséria, o terrorismo sempre ameaçador", exemplificou.
Segundo o Bispo, compete à Igreja, "no cumprimento da sua missão", "perscrutar os sinais dos tempos" e "interpretá-los à luz do Evangelho".
Perante uma "idade nova da história do género humano", caracterizada por "mudanças profundas e rápidas", a que D. João Lavrador chama de "metamorfose social e cultural, com efeitos profundos na vida religiosa" cabe à Igreja e a "todos os seus membros testemunhar a verdade e servir a verdade do homem".
Segundo informação do Santuário de Fátima, concelebraram, com D.João Lavrador, D. António Marto, bispo de Leiria-Fátima, D. Óscar, arcebispo emérito do Vaticano, e 90 sacerdotes. Comungaram 10.000 peregrinos.
Fonte: Agência Ecclesia

“DEUS QUER ESTABELECER, NO MUNDO, A DEVOÇÃO AO MEU IMACULADO CORAÇÃO"


No dia 13 de Junho de 1917, os videntes não estavam sós, mais de cinquenta pessoas haviam comparecido ao local da 1ª aparição de Fátima.
"Após termos rezado o terço, Jacinta, Francisco e eu, junto a outras pessoas presentes, vimos, novamente, o reflexo da luz que se aproximava (o que nós chamamos de um clarão) e, em seguida, Nossa Senhora surgiu sobre a azinheira, assim como surgira, no mês anterior (Maio).
- O que a senhora deseja de mim?
- Quero que venhais aqui, tu e os outros, no dia 13 do mês que vem, que rezeis o terço todos os dias, e que aprendais a ler. Depois direi o que quero.
Eu pedi a Nossa Senhora a cura de um doente.
- Se ele se converter, será curado, ao longo deste ano.
- Queria pedir-lhe que nos levasse para o Céu.
- Sim, a Jacinta e a Francisco, levá-los-ei, em breve. Mas tu ficarás aqui por mais algum tempo. Jesus quer servir-se de ti para Me fazer conhecer e amar. Ele quer estabelecer no mundo a devoção ao meu Imaculado Coração. A quem abraçar esta devoção, prometo a salvação; e estas almas serão amadas por Deus, como flores postas por Mim, a adornar o seu trono.
- Eu ficarei aqui sozinha? - perguntei com tristeza.
-Não, filha. Tu sofres muito? Não desanimes. Eu jamais te abandonarei. O meu Imaculado Coração será o teu refúgio e o caminho que te conduzirá até Deus.
Ao pronunciar estas últimas palavras, Nossa Senhora abriu as mãos e delas, pela segunda vez, difundiu-se o mesmo reflexo daquela luz, daquela claridade imensa, na qual, conseguimos nos ver, como submersos em Deus.
Jacinta e Francisco pareciam estar na parte da luz que se elevava ao Céu, e eu, na parte da luz que se espalhava sobre a terra. Diante da palma da mão direita de Nossa Senhora, se encontrava um coração rodeado de espinhos, como se em sua mão eles estivessem cravados. Compreendemos que era o Coração Imaculado de Maria, ultrajado pelos pecados da humanidade, e que pedia reparação.
Nossa Senhora, como da primeira vez, elevou-se com majestosa serenidade e foi-se distanciando, rumo ao nascente.
Irmã Lúcia de Fátima
Segunda Memória

quinta-feira, 11 de junho de 2009

SANTÍSSIMO CORPO E SANGUE DE CRISTO


Alma de Cristo, santificai-me.
Corpo de Cristo, salvai-me.
Sangue de Cristo, inebriai-me.
Água do lado de Cristo, lavai-me.
Paixão de Cristo, confortai-me.
Ó bom Jesus, ouvi-me.
Dentro das Vossas Chagas, escondei-me.
Não permitais que de Vós me separe.
Do espírito maligno, defendei-me.
Na hora da minha morte, chamai-me.
E mandai-me ir para Vós, para que Vos louve com os Vossos Santos, por todos os séculos.
Ámen

quarta-feira, 3 de junho de 2009

SANTÍSSIMA TRINDADE, glória ao Pai, ao Filho e ao Espírito Santo !



Ó Trindade eterna, Deidade única!
Essência única em três Pessoas!
Tu és uma vide com três ramos!

Tu fizeste o homem à tua imagem e semelhança,
afim de que, pelos três poderes que ele possui
numa única alma,
levasse a marca da tua Trindade e da tua Unidade.
Por estas três faculdades, ele não apenas
se assemelha a Ti, mas une-se contigo.

Pela memória ele assemelha-se e une-se ao Pai,
a quem é atribuído o Poder.
Pela inteligência, assemelha-se e une-se ao Filho,
a quem se atribui a Sabedoria.
Pela vontade, assemelha-se e une-se ao Espírito Santo,
a quem se atribui a Misericórdia e o Amor do Pai e do Filho.

Santa Catarina de Sena

sábado, 30 de maio de 2009

PENTECOSTES !



A DESCIDA DO ESPÍRITO SANTO SOBRE NOSSA SENHORA E OS APÓSTOLOS, REUNIDOS NO CENÁCULO

Quando chegou o dia de Pentecostes, todos eles estavam reunidos no mesmo lugar. De repente, veio do céu um barulho como o sopro de um forte vendaval, e encheu a casa onde eles se encontravam. Apareceram então uma espécie de línguas de fogo, que se espalharam e foram poisar sobre cada um deles. Todos ficaram repletos do Espírito Santo, e começaram a falar em outras línguas, conforme o Espírito lhes concedia que falassem.
(Act 2, 1-4)

Cinquenta dias após a ressurreição de Jesus, quando estava a chegar a seu termo o Pentecostes, festa com que o antigo Povo de Deus celebrava o dom da lei e da aliança, o Espírito Santo irrompe sobre os Apóstolos, transformando-os, radicalmente. Toda a comunidade cristã fica investida do poder do Espírito, mandado pelo Pai, para garantir a continuidade da missão do Filho.

Nesse momento, o novo Povo de Deus, a Igreja fundada sobre os Apóstolos e marcada com o selo do Espírito, iniciava a sua arrancada, empreendia a sua aventura missionária. É o primeiro dia da Igreja!

A força viva que põe em movimento a primitiva comunidade cristã é o Espírito Santo. «Sopro de Deus», é Ele que comunica à Igreja a vida íntima de Deus, para que, por ela, se difunda sobre a humanidade. Laço de amor entre o Pai e o Filho é Ele que, sem destruir a diversidade, dá unidade ao Corpo Místico de modo que, desde o início, a Igreja aparece como sinal e instrumento de unidade, entre povos separados pelas mais diversas línguas.

«Ele é o Espírito da vida, ou a fonte de água, que jorra para a vida eterna; por quem o Pai vivifica os homens mortos pelo pecado, até que ressuscitem em Cristo os seus corpos mortais. O Espírito habita na Igreja e nos corações dos fiéis, como num templo, e dentro deles ora e dá testemunho da adopção de filhos.(cf.. Lumen Gentium, nº 4)

“Sem o Espírito Santo, Deus fica longe; Cristo permanece no passado; o Evangelho é letra morta; a Igreja é uma simples organização; a autoridade é um poder; a missão é propaganda; o culto, uma velharia; e o agir moral, é um agir de escravos. Mas, no Espírito, o cosmos é enobrecido pela geração do Reino; Cristo ressuscitado torna-Se presente; o Evangelho faz-se poder e vida; a Igreja realiza a comunhão trinitária; a autoridade transforma-se em serviço; a liturgia é memorial e antecipação; o agir humano é deificado!” (Atenágoras)

Procuremos viver na presença do Espírito, pois é através d’Ele, que comunicamos com o Pai.

quinta-feira, 28 de maio de 2009

ACTO DE REPARAÇÃO A MARIA SANTÍSSIMA !


Ó Virgem Santíssima, Mãe de Deus e minha Mãe, quantas ofensas recebeu o Teu dulcíssimo Coração!
Muitos dos Teus filhos não Te reconhecem e não Te louvam como sua Mãe e Senhora.
Outros, ingratos às Tuas misericórdias, renovam continuamente com seus pecados as Tuas dores.
Pudesse eu, ó Mãe querida, impedir tão grandes ofensas dirigidas a Ti, - defender as Tuas prerrogativas e consolar o Teu Imaculado Coração!
Mas, como o meu poder não corresponde ao meu desejo, aceita ao menos as atenções, os louvores e os afectos do meu pobre coração que, juntamente com os de todas as almas que Te amam, apresento ao Teu amabilíssimo Coração, em reparação das injúrias que recebe dos filhos ingratos.
Aceita benevolamente, este oferecimento, ó Mãe querida; abençoa os meus desejos; alcança-me do Teu Divino Filho a graça de imitar aqui na terra as virtudes do Teu Imaculado Coração, a fim de participar da Tua glória no Céu.
Ámen.

domingo, 17 de maio de 2009

NOSSA SENHORA DE FÁTIMA visitou Lisboa ao encontro de CRISTO-REI !




D. José Policarpo, Cardeal-Patriarca de Lisboa, destacou este Sábado a actualidade do monumento ao Cristo Rei, defendendo que, a partir dele, “podemos ter um olhar de esperança e um sentido positivo sobre a nossa cidade”, onde “o que aparece e é mais publicitado são os egoísmos, as violências, a incapacidade de fazer e viver em comunidade”.
Numa Missa que decorreu na Praça do Comércio, junto de uma multidão que se reuniu em torno da imagem de Nossa Senhora de Fátima vinda da Capelinha das Aparições, foi destacada a relação especial da cidade com o Santuário do Cristo Rei, em Almada.
“Os habitantes da grande Lisboa têm essa particularidade: não precisam de entrar numa Igreja para rezarem diante de uma imagem do Coração de Jesus. Toda a cidade se transformou num templo, onde só não sente o amor de Cristo quem não quer”, indicou o Cardeal lisboeta.
Neste contexto, D. José Policarpo destacou que “somos nós, os actuais habitantes de Lisboa, que podemos reduzi-la a um miradouro sobre a cidade, se não nos sentirmos amados e protegidos pelo coração de Cristo”.
O Patriarca de Lisboa defendeu que “a procura de Deus é, hoje, mais frequente do que se pensa, na nossa cidade”. “Cristo abre os braços sobre todos os habitantes da cidade, mostrando-lhes que os ama, dizendo-lhes que os espera e quer fazer, com cada um, uma caminhada de descoberta da vida”, afirmou.
Falando das “diversas as atitudes perante Jesus Cristo”, o Patriarca de Lisboa falou de “um grupo de cristãos baptizados, que deixaram de celebrar habitualmente a sua fé, nos quais se foi esbatendo a exigência evangélica na forma de viver” e dos que, nesta cidade, são “descrentes e ateus” e os membros de outras religiões: judeus, muçulmanos, budistas, hindus.
“A todos Ele diz: não tenhais medo; vinde a Mim todos vós que andais à procura, os que sofreis, os que estais aflitos com as dificuldades da vida, e Eu acolher-vos-ei, vos darei a força para caminhar”, prosseguiu D. José Policarpo, na sua homilia.
O Cardeal-Patriarca sublinhou que “há na nossa cidade muita gente que ama, corajosamente, silenciosamente. Unidos a Cristo, também eles abraçam a cidade”.
D. José Policarpo aludiu à presença da imagem de Nossa Senhora de Fátima, vinda da Capelinha das Aparições, que classificou como “a mais amada hoje pelos portugueses”.
Antes do início da celebração, no Terreiro do Paço, um grupo de crianças que entregou uma coroa e uma cruz com flores, em nome de todos os movimentos e todas as escolas católicas da cidade de Lisboa.
Um ecrã gigante ajudou a seguir a cerimónia, para quem não pode estar perto do altar. Depois da Missa, a imagem subiu a bordo de uma embarcação da marinha e atravessou o Tejo rumo a Almada, como há 50 anos, escoltada por inúmeras embarcações privadas e de recreio.
Fonte: Agência Ecclesia

sábado, 16 de maio de 2009

12 de Maio de 2009, NOITE DE FÉ, LUZ E PAZ, na cidade de Ermesinde !











Na noite de 12 de Maio, a comunidade humana de Ermesinde, viveu uma noite com uma luz diferente.
Pelas 21h iniciava-se no largo da igreja a meditação e o canto do terço do Rosário ao mesmo tempo que em outros nove lugares da cidade, outras tantas procissões de velas, acompanhadas do andor de Nossa Senhora, saíam de diversos lugares da cidade - Bela, Bom Pastor, Costa, Gandra, Saibreiras, Sampaio, Santa Rita, Sonhos e Soutinho e rumavam até ao largo da igreja matriz, em comunhão com Fátima e outros tantos lugares - cidades, vilas e aldeias desta terra de Santa Maria, onde se rezava o Terço, oração tão do agrado de NOSSA SENHORA.
Num tempo marcado por uma crise económica acentuada, onde o desemprego de muitos é uma desordem muito grave que afecta homens, mulheres e jovens, desintegra famílias e faz as dificuldades de todos aumentarem.
O cenário de guerra de há 92 anos, foi substituído por uma profunda crise de valores que causou o momento particularmente difícil que este mundo vive, crise esta com causas - ambição, a ganância, o egoísmo, a desonestidade de muitos que se servem da causa pública, etc.
Nas intenções das orações estiveram, as crianças, os doentes, os sós, os idosos, os desempregados, os que vivem à margem de uma sociedade que tudo lhes nega, os missionários e missionárias, desta Igreja Missionária e universal.
Rezou-se também pelo Papa Bento XVI na difícil viagem apostólica a Jerusalém e à Palestina, viagem nem sempre bem entendida, por vezes até maldosamente distorcida, por muitos que querem “encostar” Deus para um canto, como se isso fosse possível, os católicos e não só, de Ermesinde e de todo o mundo, nesta noite de alguma magia, onde o brilho de milhares de velas dá uma luminosidade diferente tão especial, quiseram dizer que ELE, quer morar no coração dos homens e que NOSSA SENHORA nos leva até ELE.
Não foi uma manifestação de louvor à Virgem exclusiva dos crentes não, ninguém fica indiferente a este culto e a esta SENHORA, mais brilhante que o sol, no dizer das crianças da Cova da Iria a quem Ela confiou uma mensagem de ESPERANÇA de que este mundo, no contexto actual tanto precisa.
Pelas ruas da cidade os devotos de Maria foram deixando aos que nas janelas e nos passeios viam passar a imagem da SENHORA, essa ESPERANÇA, com o seu orar e cantar.
Já no largo da igreja e com as 9 imagens da ESTRELA da noite o Pároco, P. João Peixoto, presidiu a uma breve celebração mariana, onde DEUS falou através da Sua Palavra.
Na homilia que o Pastor da comunidade católica da cidade dirigiu a todos deixou palavras da tão ansiada ESPERANÇA e a afirmação de que NOSSA SENHORA, a MÃE, não abandona os filhos, sobretudo nas horas de maior dificuldade.
Aludiu à FÉ, à LUZ e PAZ de que este mundo carece para ser feliz, como Deus quer, assim os homens o queiram também.
No papel da construção deste novo mundo a VIRGEM MARIA é guia para os filhos que ama. Momento de grande significado para todos foi a consagração aos pés da imagem da MÃE que o pároco fez da cidade.
Entregou e confiou à BONDADE e ao AMOR de NOSSA SENHORA, os anseios, as dores, as penas e as dificuldades de todos, afirmando assim a confiança da comunidade de Ermesinde nesta MÃE tão querida e amada por todos.
Antes do emocionante “adeus” à VIRGEM o Pároco agradeceu ás entidades e pessoas envolvidas nesta bela manifestação pública da devoção do POVO à MÂE DO CÉU.
A Câmara Municipal de Valongo, a Junta da Freguesia da cidade de Ermesinde, a Polícia de Segurança Publica, verdadeiros “anjos da guarda” dos devotos, o Corpo Nacional de Escutas, os Bombeiros Voluntários de Ermesinde e os elementos dos vários grupos da cidade que organizaram as procissões de Velas e aos elementos do grupo coral e organista, que deram brilho, com o canto, à Celebração Mariana.
Foi uma noite em que a cidade de Ermesinde, sentiu no ar um aroma diferente, o de uma ROSA muito especial – NOSSA SENHORA, MÃE DA IGREJA E DE TODA A HUMANIDADE.
ELA nesta noite disse a todos o que há 92 anos disse aos videntes – Jacinta, Francisco e Lúcia – oração, conversão e penitência.
Também nos desafiou a todos a fazermos o que o SEU AMADO FILHO, JESUS CRISTO deseja – que nos amemos uns aos outros, porque afinal somos todos IRMÃOS.
Fotos: Abílio Cardoso
Ermesinde