sábado, 7 de março de 2009

TERÇO JUNTO À CRUZ


1º Mistério
— Ao meditar este terço junto à cruz, o nosso primeiro olhar tem de ser para o Crucificado: quem é Ele? Porque é que está neste estado? Porquê esta dolorosa carnificina? O Justo, o Santo por excelência, o Verbo do Pai feito carne no seio da Senhora, o Homem perfeito e sem mancha, é Ele o crucificado. Ali está de mãos e pés cravados, ali está feito pecado, feito verme da terra, ensanguentado, desfeito de dor. Ali está Aquele que assumiu as culpas e foi ferido por causa das nossas iniquidades, Aquele que carregou as nossas faltas e sofre pelos pecadores. É Ele, Deus e Homem, filho de Deus e filho de Maria, que é a vítima redentora. E tudo é vivido e assumido por amor, com um amor apaixonado aos homens, a cada homem e à humanidade inteira.
Agradeçamos tanto amor, peçamos a graça duma maior fidelidade.

2º Mistério
— Continuamos, neste segundo mistério, a contemplar o Crucificado. Não há parte sã no seu corpo, é uma chaga dos pés à cabeça. Quer respirar e quase que não pode; quer falar, faltam-lhe as forças. Ali está Jesus, louco de amor, feito Cordeiro imolado para redenção dos homens. Olhemos para Ele e oiçamo-1'0 dizer: Tenho sede. Tem sede de nós, da nossa fidelidade, do nosso amor, da nossa entrega. Tem sede dos homens, dos pecadores que se condenam apesar da sua morte. Tem sede de Judas que na mesma manhã se enforca e morre. Tem sede daqueles que Lhe negam o amor, a entrega, a fidelidade, o coração.
Oiçamos este grito do alto da Cruz e procuremos matar a sede do Senhor.

3º Mistério
— Junto à Cruz estão várias pessoas, desde os soldados, ao centurião, muitos judeus, gente que passa, pára e admira. Mas estão três pessoas que nos podem acompanhar: sua Mãe, o discípulo João e Madalena. São três pessoas que O amam, cada uma de modo diferente, mas com amor sincero, profundo. Maria, a Mãe, olha para Jesus, o fruto bendito de seu ventre, sofre a espada de dor, mas com ânimo materno, oferece a Vítima e oferece-se com Ela. A Senhora das Dores, a Mãe Desolada, a Mãe do Crucificado sofre o auge da dor, mas não deixa de amar, de renovar o seu «sim», de se oferecer com Jesus, para que o mundo seja salvo. Ama os homens, seus filhos, quer salvá-los, quer colaborar na redenção.
Aprendamos com Maria, sejamos presença junto de Jesus para ajudar a salvar o mundo.

4º Mistério
— Neste mistério fixemo-nos em S. João que, junto à cruz, olha Jesus, sofre com Ele, é o único discípulo que está presente. João é símbolo da verdadeira amizade, daquele que foi capaz de acompanhar o Mestre até ao fim. João é figura da Igreja, da Esposa, pois no amor de João é toda a Igreja que ali está. Ao olhar Jesus, João recorda o momento do primeiro encontro, recorda os milagres, os discursos, a amizade do Mestre. E vai ouvir uma palavra consoladora: João, eis aí a tua Mãe; Mulher, eis aí o teu filho (cf. Jo 19, 27). E Nossa Senhora torna-se Mãe da humanidade inteira. João é figura de todos os homens. E como diz o Evangelho, João leva Nossa Senhora para sua casa (cf. Jo 19, 27). Ficou com este precioso tesouro.
Acolhamos a Senhora, fiquemos com Ela em nossa casa, no nosso coração.

5º Mistério
— Madalena também está junto à cruz. Pecou muito, foi apanhada em adultério, mas, perdoada pelo amor misericordioso do Mestre, sente-se livre, amada, convertida. Jesus amou-a tanto quando lhe perdoou que ela agora não pode faltar, tem de Lhe fazer companhia. E vai ouvir, com os outros, nova palavra de perdão: Pai, perdoa-lhes porque não sabem o que fazem. E recorda o perdão que recebeu e que a libertou. E vai ouvir dizer ao ladrão arrependido: Hoje, estarás comigo no paraíso. Madalena deixa ecoar em si este perdão, esta apaixonada misericórdia de Deus e vai recordá-la e cantá-la sem cessar. Jesus Crucificado é o Deus da misericórdia, é o Senhor dos perdões. Madalena, e cada um de nós, ao acolher esse amor, converte-se, transforma-se. É isso que o Crucificado mais deseja. Peçamos essa graça.

sexta-feira, 6 de março de 2009

QUARESMA 2009, mensagem do Bispo do Porto, D. Manuel Clemente

Nota:
Para escutar as palavras do Bispo do Porto, clique no player abaixo do logo tipo do Blogger, colocando em pausa a música do blog.

quarta-feira, 18 de fevereiro de 2009

BEATOS FRANCISCO E JACINTA MARTO * Festa em 20 de Fevereiro.



Beatos Francisco e Jacinta rogai por nós pecadores a Deus, rico em Amor e Misericórdia !

segunda-feira, 12 de janeiro de 2009

25 de Janeiro de 2009, 56º DIA MUNDIAL DOS LEPROSOS



A felicidade não está em ser amado, mas em amar.

Amor, não solidariedade. A solidariedade é a edição laica do amor, da caridade.
É neste sentido que S. Paulo nos diz: «Ainda que eu distribua todos os meus bens para alimentar os pobres, se não tenho amor (caridade), não valho nada.»
O amor tem a sua fonte e raiz em Deus, porque «Deus é amor».
É dele que o amor recebe o verdadeiro sentido. Sem o amor de Deus que é a fonte, o amor torna-se generosidade, altruísmo, filantropia. Coisas lindas, é certo. Mas isso não é amor.
O amor é projecção da face de Cristo sobre a face do pobre, do doente, do perseguido.
E o amor realiza-se na alegria: A alegria é o «gigantesco segredo do cristão», escrevia Chesterton.

terça-feira, 23 de dezembro de 2008

FELIZ NATAL


Natal é tempo de meditar...
É tempo de fazermos uma viagem para dentro de nós e promovermos um efectivo renascimento moral.
Foi para nos fazer melhores que o sábio Aniversariante, homenageado no Natal, veio à Terra.
Ele veio para nos ensinar sabedoria e o caminho para a felicidade...
Por isso é que Natal é tempo de gratidão, de reconhecimento, de pensar sobre o seu verdadeiro significado...
Natal também é tempo de orar...
É tempo de abrir o coração e dizer, com a sinceridade que a humildade proporciona:
Jesus, que neste Natal o Teu olhar luminoso penetre a nossa alma, como a brisa morna da primavera, e acorde a esperança adormecida sob as folhas secas das ilusões, dos medos, da indiferença, do desespero...


Feliz e Santo Natal de Jesus Cristo

sexta-feira, 19 de dezembro de 2008

A VIDA chegou-nos por MARIA !



Os santos Padres consideram, com toda a razão, que Maria não foi um instrumento puramente passivo nas mãos de Deus, mas que cooperou para a salvação dos homens, na liberdade da sua fé e obediência.

De facto, como diz Santo Irineu, "Obedecendo à Palavra de Deus, ela tornou-se causa da salvação para si e para todo o género humano." E, com Santo Irineu, muitos dos antigos Padres afirmam, de boa vontade, na sua pregação, que "o nó da desobediência de Eva foi desfeito pela obediência de Maria; o que a virgem Eva ligou, o nó criado pela sua incredulidade, foi desfeito pela fé da Virgem Maria"; e, em comparação a Eva, eles chamam Maria "Mãe dos vivos" e afirmam frequentemente: "A morte nos veio por meio de Eva, mas a vida nos chega por meio de Maria"
Lumen Gentium Chaptire VIII §7
Concílio Vaticano II

domingo, 7 de dezembro de 2008

IMACULADA CONCEIÇÃO DA VIRGEM SANTA MARIA



A FÉ E O SIM DE MARIA AO CHAMAMENTO DE DEUS

Contemplamos o mistério da Anunciação, um dos mais importantes da nossa Fé!
Juntamente com a anunciação, queremos lembrar, também, o mistério divino e humano, que é a nossa vocação.
Não temas! Eis o elemento essencial da vocação, porque o temor acompanha sempre o homem.
Ele teme ser chamado para o sacerdócio e também para a vida, para a sua missão, para uma profissão e para o matrimónio.
É necessário vencer qualquer indecisão ou temor para alcançar a responsabilidade madura que nos leve a ouvir e aceitar o chamado, responder com um SIM decidido e generoso.
Portanto, não temas, porque achaste graça, não temas a vida, a tua maternidade, o teu casamento, o teu sacerdócio porque achaste graça.
Esta coincidência ajuda-nos, assim como ajudou Maria.
A Terra e o Paraíso esperam o teu sim.
O Céu e a Terra atendem o teu SIM, mãe que estás para dar à luz o teu filho, homem que deves assumir uma responsabilidade pessoal, familiar e social; atende o teu sim, tu que foste chamado para o sacerdócio.
Um sim maduro, fruto da graça e da colaboração pessoal.
É, portanto, necessária a fidelidade e a perseverança para desempenhar o SIM por toda a vida.
"Nunca mais te deixarei" dizem-se mutuamente os esposos no dia do casamento. " Nunca te deixarei, diz o seminarista, depois o sacerdote no dia de sua ordenação!
Há também, um outro aspecto: Todos os homens e as mulheres são chamados a realizar o seu SIM à imitação de Maria, um SIM repleto de alegria, de vida nova e de bênção.
Um SIM como aquele de Maria seria uma bênção, um bem para o mundo, uma salvação e uma esperança!
O teu SIM, a tua fidelidade e perseverança geram também alegria e o mundo sente-se renovado.
Graças ao teu SIM a vida humana em todas as suas dimensões torna-se mais alegre e esperançosa.
A exemplo de Maria, digamos, todos nós um generoso SIM a Deus e à humanidade!

terça-feira, 4 de novembro de 2008

PADRE MOTA, 4 anos depois....



Foi há 4 anos, no dia 5 de Novembro de 2004, que partiu para o Pai aquele que foi durante alguns anos o pastor da paróquia de S. Lourenço de Ermesinde...
Recordar é viver...
Descanse em paz junto d'Aquele em quem colocou a sua vida....


O que é belo não morre: transforma-se em outra beleza.

(Balley Ardrich)

quarta-feira, 15 de outubro de 2008

A SIMPLICIDADE DO ROSÁRIO !


Pode parecer curioso que uma oração tão simples como a do Rosário seja associada aos Dominicanos de modo bem particular. Raramente pensamos nos Dominicanos como sendo pessoas simples. Porém, nós lutamos muito para conservar o Rosário. Ele pertence-nos, sem qualquer herança. (...)

Mas por que será que esta oração tão simples é tão preciosa para os Dominicanos? Talvez porque no cerne da nossa tradição teológica, reside uma inspiração que nos leva à simplicidade. São Tomás de Aquino dizia que nós podemos compreender Deus, porque Deus é perfeitamente simples. (...)


Devemos desfazer-nos da falsa simplicidade existente, que provém da mania que algumas pessoas têm, de simplificar factos, tendo sempre respostas para tudo e que pensam tudo saber, antes mesmo de conhecer a realidade. Estas pessoas, ou são muito preguiçosas ou são incapazes de pensar. Mas existe a verdadeira simplicidade, a do coração, a simplicidade dos olhares puros e claros. Nós chegaremos a esta categoria, lentamente, com a graça de Deus, aproximando-nos da ofuscante simplicidade de Deus. O Rosário é simples, de facto, e bem simples. Mas sua simplicidade é dócil, sensata e profunda, como aspiramos, e nela encontraremos a paz.

sábado, 4 de outubro de 2008

OUTUBRO, MÊS DO ROSÁRIO...


A experiência de recitar o Rosário é uma das formas mais antigas da devoção popular à Maria.
Rezar o Rosário, individual ou conjuntamente, não é, porém, apenas uma simples recitação de uma série de orações. É muito mais: é, com Maria, percorrer a história da salvação através dos mistérios da vida de Jesus Cristo.
Contemplar os mistérios da vida de Jesus, é um convite a revivermos, internamente, cada momento que nos é proposto. É relembrar, com a memória, a história; é olhar, com a imaginação, a cena que se passa; é entender, com o sentimento, o chamado que Deus nos faz através daquela reflexão.
No Rosário são rezadas as seguintes orações:
A meditação do Rosário começa com o Sinal da Cruz, evocação da Santíssima Trindade, princípio e fim de nossa fé.
Em seguida, o Credo que nos convida a meditar sobre os principais artigos de nossa fé.
Antes de iniciar os mistérios, temos um conjunto de quatro orações iniciais - um Pai Nosso e três Ave Maria que é um momento de petição e oferecimento da oração do Rosário que está sendo iniciada.
O Rosário é composto por mistérios, organizados conforme a maneira que se propõe a reflexão sobre a história da Salvação. Assim é que teremos cinco mistérios gozosos (ou da alegria), cinco dolorosos, cinco gloriosos e, mais recentemente, os cinco mistérios luminosos.
Cada mistério é iniciado por um Pai Nosso seguido pela recitação de 10 Ave Maria e finalizado com um Glória ao Pai.
Após a meditação dos mistérios, finaliza-se o Rosário com a recitação da Salve Rainha, em louvor à Maria pelas graças concedidas com a oração que termina.
(Fonte:www.amaivos.com.br)